your language


". . . . Essas palavras tristes e desorganizadas escondem as lágrimas que eu espero que tu nunca vejas . . . ."







domingo, 19 de fevereiro de 2012

dreamcatcher stamp




Este querido e doce selo foi-me oferecido pela Afrodite  e aqui partilho um pouco mais de mim convosco. Hope you enjoy it!

♥ Nome preferido: Ema, Luna, Arabelle, Ariel, Aileen
 Férias de sonho:  Kruger National Park (reserva em África do Sul)
♥ Maior paixão: Familia, amigos e animais (o meu bunny-bunny <3 em primeiro lugar) 
♥ Maior loucura que cometi: Nem vou contar, achar-me-iam insane! 
♥ Pior pesadelo que tive: Sonhar que a minha mãe me tinha morrido nos braços (era pequena mas o sonho continua tão presente. Lembro-me que na altura acordei inconsolável)
♥ Algo do qual me envergonho: quando vomito à frente dos outros, odeio! É a pior sensação possível, isso e dizer coisas de cabeça quente a pessoas queridas! A coisa da qual mais me envergonho não posso dizer aqui, é demasiado vergonhoso!!
♥ Algo que me faz rir até começar a chorar: How i met your mother e outras coisas do género!
♥ O que gostaria que acontecesse amanhã: acordar com imenso sol e um intenso céu azul, pegar no carro e fugir para um sítio qualquer sem me preocupar com 'o dia de amanhã'... necessidade de evasão do 'eu'! 


Dou-vos ainda a dica de visitarem e até quem sabe seguirem o blog da Marianita e da D. são de amigas minhas. E pronto, já estão divulgados :) 
Beijinhos e um resto de fim-de-semana feliz :) 

sábado, 18 de fevereiro de 2012

i just need . . . someone to hug me


Deixei passar o dia de São Valentim sem escrever nada, porque a data não é de todo do meu agrado. Tudo cheio de corações e abraços e casais agarradinhos. E eu preferi nem vir ao blog nesse nem nos restantes dias, para não ter que ver coisas relacionados com isso. Faz-me sentir muito à parte, dado o meu estado actual. 
Mas hoje, possaaa hoje já não podia aguentar sem vir aqui deixar algumas palavras. 
Hoje entendi que o amor faz sofrer, sim é verdade, mas que existem momentos tão perfeitos que encobrem todo o sofrimento, todas as lágrimas derramadas. Vinha um casal de namorados, não deviam ter mais de dezassete anos, à minha frente no autocarro e olhavam-se com uma tal ternura e afecto que não pude deixar de reparar. Passado algum tempo ela diz-lhe que está cansada e quer dormir um pouco. É então que ele a reposiciona no assento, lhe coloca os braços em torno do corpo com suavidade, e lhe encosta a cabeça ao peito. Tapa-a com o casaco e afaga-lhe os cabelos até que a respiração dela fica tranquila e sempre à mesma cadência. Sim, é disto que sinto falta. De alguém sentir necessidade de me proteger, de me acarinhar, abraçar e beijar como se não houvesse amanhã... 

sábado, 11 de fevereiro de 2012

obrigada


Obrigadaaaaa :) 
Porque quinta-feira foram os meus anos e me diverti até cair para o lado. Tenho amigos maravilhosos. Emoções ao rubro. Sinto-me afortunada e extremamente feliz por poder partilhar alegrias, tristezas, risadas, músicas, jantaradas e conversas tontas com amigos :) 
Venham os 21, com mais para ver e viver. As minhas barreiras pessoais serão ultrapassadas. Quero atingir o que definem como impossível, deitar para trás o que parecia inesquecível, sorrir em momentos de tristeza, chorar em momentos de riso, andar mais à chuva e agradecer por conseguir sentir o toque suave das gotas na minha pele. Vou correr até me arderem os pulmões e as pernas não aguentarem mais. Vou beijar sempre que possa, vou deixar que o sentimento do amor não me faça sofrer, mas antes sentir feliz por conseguir amar em tempos complicados. Vou dizer mais vezes gosto de ti, obrigada e estou aqui. Porque a vida são palavras, acções, pequenos gestos que se juntam para formar o passado, o presente e o futuro! 

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

2012




Qual a sua meta para 2012?
 Dar mais ajuda, amor e carinho, saber perdoar . Viver mais e com menos restrições. Este ano nem o céu será o meu limite! 

Quem você gostaria de ressuscitar se tivesse poder para isso?
Quem já partiu e me faz falta. 

O que mais lhe faz feliz?
Estar junto das pessoas que mais gosto e brincar com animais. 

Qual a sua foto favorita?
Tenho muitas, a maioria com imenso significado.

Um lugar que você adorou conhecer?
Magaluf (Palma de Maiorca)

Qual foi o presente que recebeu e que te deixou surpresa?
Um diário com uma fitinha de seda para apertar, juntamente com uma caneta e uma fotografia especial. (it made me cry) 

Seu prato favorito?
Tudo o que seja comida chinesa (massas) eu adoroooo. 

Você tem o costume de pensar o quê antes de dormir?
Coisas da vida. . . . . 

Teve algo que te entristeceu, desapontou ou te tirou do sério no ano que passou?
Sim, mas deixemos as tristezas de parte, para a frente é que é o caminho!

O que você gostaria de realizar em 2012 e que não conseguiu realizar o ano passado?
Conseguir partilhar o meu amor com alguém (que lamechas, eu sei!!).

Um motivo pela qual você deve ser agradecida?
Saúde, família e amigos. Que mais posso eu pedir? 

Ofereço este desafio a todos os que por aqui passam :) 

sábado, 4 de fevereiro de 2012

Acaso



       Andei eu hoje a remexer nalgumas coisas que tinha na garagem, quando para minha surpresa me aparece o livro de  Português do12º ano à vista. Ai que saudades eu já tinha de Pessoa!! Momentos nostálgicos quando relembrei as aulas que demos de Camões, Pessoa e Saramago. Na minha memória, ao reler algumas páginas, vieram frases, tópicos e características, que estavam pelos cantos da minha mente escondidas. Despoletou-se aquele fogo em mim de querer devorar poesia até me arderem os olhos. Coloco aqui um poema que na altura me despertou muito interesse de Álvaro de Campos (um dos heterónimos de Fernando Pessoa). É magnífico o modo como consegue engendrar de tal modo um pensamento que todos temos, relaticamente a 'acasos' diferentes, consoante as nossas vidas. Veja-se então o individuo no meio de uma realidade mudada, mas que no final, reflectindo um pouco, chega à conclusão que afinal o resto não mudou, a não ser ele mesmo

"No acaso da rua o acaso da rapariga loira.
Mas não, não é aquela.
A outra era noutra rua, noutra cidade, e eu era outro.
Perco-me subitamente da visão imediata,
Estou outra vez na outra cidade, na outra rua,
E a outra rapariga passa.
Que grande vantagem o recordar intransigentemente!
Agora tenho pena de nunca mais ter visto a outra rapariga,
E tenho pena de afinal nem sequer ter olhado para esta.
Que grande vantagem trazer a alma virada do avesso!
Ao menos escrevem-se versos.
Escrevem-se versos, passa-se por doido, e depois por gênio, se calhar,
Se calhar, ou até sem calhar,
Maravilha das celebridades!
Ia eu dizendo que ao menos escrevem-se versos…
Mas isto era a respeito de uma rapariga,
De uma rapariga loira,
Mas qual delas?
Havia uma que vi há muito tempo numa outra cidade,
Numa outra espécie de rua;
E houve esta que vi há muito tempo numa outra cidade
Numa outra espécie de rua;
Por que todas as recordações são a mesma recordação,
Tudo que foi é a mesma morte,
Ontem, hoje, quem sabe se até amanhã?
Um transeunte olha para mim com uma estranheza ocasional.
Estaria eu a fazer versos em gestos e caretas?
Pode ser… A rapariga loira?
É a mesma afinal…
Tudo é o mesmo afinal…
Só eu, de qualquer modo, não sou o mesmo, e isto é o mesmo também afinal."
Álvaro de Campos

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Repórter do Mundo



"João Silva é um português reconhecido como um dos melhores e mais experientes repórteres fotográficos de guerra do Mundo. Em Outubro de 2010 pisou uma mina no Afeganistão e perdeu as pernas. Passado um ano entrou na maratona de Nova Iorque numa cadeira de rodas e quer voltar a trabalhar para o New York Times."  RTP1 




      Não sei se viram, dia 31 de Janeiro, uma reportagem relativa a este repórter fotográfico na RTP1; eu que não gosto de ver notícias e muito menos assistir ao telejornal (mas não sou inculta e tenho conhecimento da realidade que ocorre à minha volta atenção!), fiquei agarrada ao ecrã da tv com esta reportagem "Seguir em frente", pode até mesmo dizer-se que me emocionei. Um homem com uma vontade imensa de viver, de lutar e experienciar todas as situações, até as mais adversas e precárias que possam existir por esse mundo fora. Nascido há 45 em Portugal, vive actualmente em Joanesburgo com a família, sendo um dos repórteres de guerra mais prestigiados a nível mundial. Tem sido um homem de força, coragem e determinação, um cidadão do mundo com o coração e o pensamento em Portugal. Vontade não lhe falta, embora a vida tenha mudado!  Resta apenas ultrapassar o entrave das suas limitações e partir uma vez mais à descoberta de novas imagens e sensações, em locais entregues ao fanatismo, à guerra e ao sofrimento, onde a busca pela paz e tranquilidade será sempre um marco que se pretende alcançar! 


quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

hello


Few days ago pediste-me para que te escrevesse. Então assim foi, escrevi-te. Poucas palavras na realidade porque não queria que pensasses que me seduzes (porque tal não é o caso)  e ainda te enviei um texto que já tinha feito há algum tempo. Será que estou com os olhos bem abertos para a realidade ou apenas um pouco mais perto, com esta brincadeira, de vir a desenrolar-se algo que eu nunca pensei?  

Este dias tenho aproveitado imenso para ler, meditar e brincar com o meu coelhinho. Tem me faltado a força para andar de bicicleta, mas prometo que amanha já pego nela e dou umas voltas pelo campo, respiro ar fresco e esqueço a rotina ou até mesmo os problemas que assolam o meu consciente. 

Até lá vou alargando a memória, apagando momentos, auspiciando sensações e novos sentimentos. Deixo ao critério do Destino o desenrolar da minha vida. Existem coisas em que simplesmente parece que já não tenho vontade própria ... 


terça-feira, 31 de janeiro de 2012

miss you


And the moon rises in the sky and I let myself be lulled by 'miss you' of Coldplaywhile tears slide down the warm, soft face and hide themselves so that others can see them ever

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

hello Canada

Passei a tarde inteirinha com uma das minhas melhores amigas de longa data, Catherine. 
Podemos estar meses sem nos vermos, mas parecerá sempre que nunca nos separámos. A crise afecta todos e os tempos não são fáceis. Ela vai emigrar para o Canadá (lá é tudo menos complicado e as coisas de certeza vão correr bem visto ela possuir dupla nacionalidade) no final de Março e não vai voltar para Portugal. Estou triste pois a distância afecta bastante e a saudade vai começar a apertar, mas contente pois este é um novo passo na vida dela. Pode ser que um dia também eu vá para lá. Conhecer novos costumes, novos hábitos, e ter uma nova vida, quiçá conhecer o homem da minha vida :) 

Brokeback mountain



Acabei agora de ver o filme 'Brokeback Mountain' bem se soubessem quanta vontade eu não tenho de chorar. Que carga emotiva! Não torno a ver filmes deste a estas horas tardias da noite! Adorei. Os actores interpretaram mais que bem os personagens, tudo tão real, tão vivido. 


"Oh all that I know 
There's nothing here to run from 
Cause here
Everybody here's got somebody to lean on"


(a frase não é do filme!)



quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

questions





A http://s-w-e-e-t-dreams@blogspot.com e a http://ourlivestories.blogspot.com/lançaram-me este desafio. Aqui vai ele:

1) Nome da minha música favorita: Não consigo dizer tenho tantas. Cada música que oiço tem uma carga

 emocional diferente. Normalmente associo sempre as músicas a pessoas, lugares, etc.. É impossível

 definir...  aquela que despoleta algo mais em mim emocionalmente será 'Landing in London' dos Three

 Doors Down (e há pessoas que sabem porquê) 



2) Nome da minha sobremesa favorita: Morangos em fondue de chocolate conta? 
3) O que me tira do sério? Irritam-me muitas coisas, de facto pessoas mesquinhas e atitudes inapropriadas 

para comigo fazem-me explodir de raiva
4) Quando estou chateada.... (entenda-se por chateada estar deprimida) ou venho ao blog, ou meto-me a 

ouvir musiquinhas deprimentes que metem dó, ou falo com a 'maninha', ou desabafo com a Chanel, ou 

choro e penso em coisas que não devo...


5) Qual o meu animal de estimação favorito? O meu bunny-bunny 6) Preto ou branco? Branco 7) Maior medo? ficar sozinha no mundo8) Atitude quotidiana: Panicar a toda a hora!! 9) O que é perfeito? Eu como veterinária a tratar animais selvagens ou exóticos, acordar ao lado  do 

homem que amo e que me ama, ter três filhos, muitos animais, viajar muito, ter saúde e sentir-me feliz com a


 vida! 

10) Culpa? Não me arrependo de nada, até os erros contribuiram para a pessoa que sou hoje!


Sete factos aleatórios sobre mim:

1)    Odeio pessoas com risos histéricos.
2)    Às vezes gosto mais de animais do que de certas pessoas (não tenho culpa, alma de veterinária)
3)    Quando era pequena não queria casar, nem ter filhos, odiava bebés!
4)    Adoro maquilhagem, filmes, séries, gomas e rapazes que tocam guitarra. 
5)    Tenho segredos na minha vida que nunca ninguém irá chegar a saber.
6)    Nunca choro em funerais (atenção não sou insensível, apenas choro em alturas erradas porque acumulo a tristeza aos poucos) 
7)    Quando tinha cerca de 3 anos comecei a escrever letras nos sofás e no papel de parede lá de casa.  Tranquei-me uma vez dentro de casa (4 anos) e os meus pais ficaram de fora, tiveram de chamar os bombeiros. 
  
A quem é que ofereço este prémio ?

Ofereço este prémio às minhas bloggers favoritas, que me fazem rir, me enternecem com os seus textos e que de certo modo se assemelham a mim ou são uma inspiração. Fica aqui então a lista dos meus 10 blogs preferidos:


Regras:
1) mandar o link para a pessoa que nos ofereceu;
2) preencher o formulário com as perguntas;
3) oferecer a 10 blogs e informá-los por comentário ou e-mail
4) partilhar 7 pensamentos aleatórios sobre nós

sábado, 14 de janeiro de 2012

porquê?


Porquê? Porquê?
               Porquê? Porquê?
                     Porquê? Porquê? Porquê? 
Porquê? Porquê? Porquê? 
Porquê? Porquê? Porquê? Porquê? 
Porquê? Porquê? Porquê? 
Porquê? Porquê? Porquê? 

Dás-me a volta à cabeça. E eu continuo assim como pássaro que acabou de sair da gaiola, completamente 'despardalada', truly, madly, deeply in love with you


quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

hope


HOPE
Porque é que uma pessoa ainda a tem?
Vou largá-la ao vento e deixar que percorra caminhos que não percorri.
Vou deixá-la perder-se por sentimentos ilusórios e modos de estar na vida que não se coadunam com a minha pessoa.
Vou deixá-la viver, sonhar e sofrer por mim.
Quero que sinta na pele a desilusão pela qual eu não quero passar,
pela condição que eu terei que tomar como certa.
É noite.
Subo as escadas pé antes pé para o terraço (antes que a minha consciência acorde),
a lua começa a despoletar e uma aragem fresca esvoaça-me as ideias do pensamento.
Olho à volta e ninguém está a ver.
Nunca ninguém se apercebe.
Tento soltar-me de ti,
liberto-me finalmente e atiro-te para longe,
começas a cair...
e tão doce como tudo começou, o vento leva-te de mansinho e diz 'shiu' para não me acordar.
Mas no fim de tudo, eu lanço-me
deixo o meu corpo cair no abismo sem certezas,
não me quero desprender de ti.
Mas tu já foste e eu caio.
Fico sozinha e enroscada na escuridão...

A esperança foi a ultima a partir.
Eu fiquei à espera e ela não voltou.

 



domingo, 8 de janeiro de 2012

why do i cry?

(why do i cry?
why do i still have this felling inside of me?)

Quero esquecer,
fazer desaparecer a tua imagem da minha mente,
aniquilar as memórias que tenho de ti
destruir o sentimento que há em mim,
largar as circunstâncias,
respirar mais e melhor,
corromper as palavras que trocámos,
apagar os beijos que me deste,
o carinho e o fogo que as tuas mãos transmitiram em mim.
Quero não te querer.
quero não te amar.
Quero esquecer o ontem, o hoje e não sentir no amanhã.
Mas tu estás lá. 
Em cada canto lembro-me de ti,
em cada pessoa na rua imagino a tua cara,
em cada palavra que leio vejo o teu nome.
Mas ter força deixou de fazer sentido,
quando já nem a mim me consegue sustentar...
 mas mesmo assim eu luto, 
eu tento em vão levantar-me dos escombros que se abatem sobre o meu pensamento,
porque na realidade,
 o meu coração continua a gritar cá dentro que te ama. 

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

crazy stupid love






           E a verdade é que todos temos alguém à nossa espera (ou não) por esse mundo fora. A crença ou fé de termos todos caminhos cruzados e destinos pseudo-traçados, leva a um acomodar da vida, a uma atitude passiva, que se entranha em nós, pela plausibilidade de determinada situação ser possível por obra do acaso. Mas nós não somos meramente peões, como seres racionais, analisamos situações, deixamo-nos envolver por elas e temos o instinto de tentar resolver à nossa maneira sem reflectir, sem meditar em escolhas tardias que possam ser feitas com base em coisas e em dúvidas futuristas que nos possam ser apresentadas. Porque queremos e desejamos que o futuro seja logo o nosso presente. Não esperamos, não actuamos na altura correcta, no tempo ideal. E existem momentos que se vão perdendo, memórias que se vão apagando de uma cronologia pré-definida. Mas nós não ligamos, continuamos a desbravar caminho, seguros que aquilo que queremos é realmente aquilo que deve ser. Pausa. Reflecte. Será correcto? O amor é estúpido e quem o nega é um perfeito idiota. Palavras para quê? Porquê tentar definir algo que não tem explicação? Porquê tentar viver algo quando assim não deve acontecer!? E vocês vão andando, vão gastando a palavras a cada esquina, vão apagando sonhos por concretizar, vão esquecendo do que será e só pensam no que realmente pensam que é. 

sábado, 31 de dezembro de 2011

poetry V - recomeça



Recomeça

Se puderes
Sem angústia
E sem pressa.
E os passos que deres,
Nesse caminho duro
Do futuro
Dá-os em liberdade.
Enquanto não alcances
Não descanses.
De nenhum fruto queiras só metade.

E, nunca saciado,
Vai colhendo ilusões sucessivas no pomar.
Sempre a sonhar e vendo
O logro da aventura.
És homem, não te esqueças!
Só é tua a loucura
Onde, com lucidez, te reconheças…

Miguel Torga





THINK LESS, LIVE MORE


Bom 2012 para todos :)

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

saudade



Saudades.
Saudades deste ar da terra
O céu está estrelado 
e eu deixo-me envolver uma vez mais pelo negrume da noite.
O ar gélido fere-me a cara, mas ao mesmo tempo afaga-me as memórias de noites há muito passadas.
Sigo em frente,
não volto atrás.
Em frente à lareira estou eu,
os meus olhos devoram os cavacos a crepitar
e as labaredas altas que me alucinam a vista.
E eu continuo enleada nessas situações. 
Volto a ser menina, calço as pantufas e desço a correr as escadas do meu quarto que dão para o quintal.
E lá estás tu. 
Sempre à espera. 
Jamais passaram os 7 anos em que te vi partir.
 Os meus avós também estão contigo, acenam-me ao longe. 
Eu começo a chorar. 
Tu estás aqui, eles estão, mas eu não estou.
Toda eu assento na realidade inconcretizável de não poder estar convosco nunca mais. 
E no fundo, o meu coração deseja aniquilar-se,
deseja esquecer o passado que não voltará.
Ao redor cai neve, 
ficam presos pequenos flocos no meu cabelo,
e então tudo é branco,
tudo desaparece.
Vocês não voltam
e eu deixo de me enganar,
deixo de me iludir com momentos que já não existem.
E então acordo.
Na lareira ficou a réstia de todo o fogo que a pôs a arder. 
E eu estou sozinha.
Saiu para a rua.
E vocês brilham,
brilharão sempre neste meu céu estrelado.



by me




all i want for christmas


Dear Santa, can you give me what i want this christmas?  
I know there are some things that are impossible to ask or to have, but i have faith and hope in the future. 
it is not my destiny? 
i just have to believe (again), like in the other time. 

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

just another lonely day

 

just another lonely day 
just another day to clear out my memories,
your words
my soul
and it hurts no matter what i do
it hurts if i'm trying to forget you

i hate beeing so depressing
i hate loving you so much
i hate all this situation and have nothing to do more

i can't hate you
i can't love you
i can't forget you
i can't be with you

can't i have no feelings too? 


domingo, 11 de dezembro de 2011

au revoir



Ça fait mal au cœur
Ça fait mal de jeter tout l'amour au fond de moi
Détruisez
le supprimer
sufucá qu'il
Qu'est-ce l'avenir?
Les mots, les sentiments, les larmes retombe au vent ...

Au revoir





sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

paths

Misha Barton and Ben Mc Kenzie

        Às vezes a vida parece-te uma enorme teia de aranha, na qual te continuas a enrolar por entre fios e caminhos cheios de bifurcações. E é aí que nos encontramos. No meio de uma turbulência de ideais, gostos e quereres, que por vezes convergem. Mas o acaso não existe e há coisas que têm de ser determinadas mediante equações de divisão e esquecimento inerentes à vida. Não quero que sejas soma esquecida por uma luta que assumi desde o início como derrota. Hoje cravo ferros no coração para ver se não chora, não cessa, antes continua. Desistir é a palavra de ordem dos fracos, e eu já fraquejei (aliás estou sempre a fazê-lo), mas existe sempre algo que me faz renascer das cinzas, uma vontade, um desejo que não deixa apagar em mim a saudade de te ter nos meus braços.  

"sometimes you wonder if this fight is worthwhile
the precious moments are all lost in the tide, yeah
they're swept away and nothing is what is seems
the feeling of belonging to your dreams
and there are voices
that want to be heard
so much to mention
but you can't find the words"


sábado, 3 de dezembro de 2011

stupid love text

 Johnny Deep

Hoje estou num daqueles dias que nem sei como estou (crise existencial?).
I just don't know what to do, because it's all over now, when it neither had began. But i still want you, i still think about you, and the most important is that i just can't forget you. Esta semana foi como se nem tivesse visto, nem falado, nem coisa alguma. Deixaste um rasto no tempo que não consigo apagar e por mais que tente isso começa a interferir com aquele caminho que já estava delineado há algum tempo. Foste a esperança num céu afundado na bruma. Esfumaste-te por entre o indefinido, para jamais te encontrar. Hoje espero por ti, como quem espera por um quinto império que nunca há-de chegar. Mas a flutuar ao de leve foge a saudade que me vai separando de ti, que vai distanciando realidades oposta de algo que foi comum. E depois só me chateia quem eu não quero, nem me importo e vou desprezando. . . time to give up? To late? 

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

sun



E quando o Sol se põe eu desço com ele.... porque é muito mais fácil isso, que estar sempre lá em cima sem esmorecer...

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

palavras no vazio

Quando me ligaste tinha estado a chorar momentos antes, nem te apercebeste, nem eu queria que percebesses.     Estou em baixo, tão lá em baixo, que nem vejo o fim de todo este sentimento; 
só agora o meu corpo se está a ressentir...
só agora brotam lágrimas de coisas que já deviam ter sido levadas da minha cabeça sonhadora. 
Existem pessoas que de aparência estão óptimas, apresentam um sorriso, dão uma palavra de ânimo, consolo, mas que por dentro estão vazias, apagadas, tristes e desiludidas com a vida; Não extravasam para fora, pois têm medo de admitir a elas próprias (e até aos outros) que no fundo estão um caco. Uma dessas pessoas sou eu...

domingo, 13 de novembro de 2011

good moments


 O fim-de-semana, como seria de esperar, foi espectacular!! Traje de viagem, dormida em residencial, andar pelas ruas a altas horas, actuação, cereais na cama, alcunha nova, cantigas no nosso Busué. Mas o que é bom passa depressa e o regresso já se fez sentir com um preocupar incessante da quantidade de matéria que tenho de ver até sexta-feira. Aqui vai não mais uma 'carga de água', mas uma 'carga de estudo'. Um até breve :) 


quarta-feira, 9 de novembro de 2011

light

  
Andava a ver, mas não sabia o que era. Talvez fosse ilusão dos olhos, ou por estarem cansados, por desfocarem. A realidade é que a minha mente se virou para o mundo de um outro modo, mais livre, mais subjectivo e menos racional. E afinal é algo que me transcende, que me deixa sentir mais evoluída, mais sensível, mais em contacto com as aquilo que muita gente não tem capacidade de observar, ou sequer meditar um pouco. Agora que sei, vou continuar a ver, a aperfeiçoar a minha visão etérica das coisas, do mundo. 



domingo, 6 de novembro de 2011

poetry IV


 

Entre os teus lábios
é que a loucura acode,
desce à garganta,
invade a água.

No teu peito
é que o pólen do fogo
se junta à nascente,
alastra na sombra.

Nos teus flancos
é que a fonte começa
a ser rio de abelhas,
rumor de tigre.

Da cintura aos joelhos
é que a areia queima,
o sol é secreto,
cego o silêncio.

Deita-te comigo.
Ilumina meus vidros.
Entre lábios e lábios
toda a música é minha.

Eugénio de Andrade 



Amigos acima de tudo (sim, isso é o mais importante). O meu desejo esvai-se no tempo está mais além, tão mais além, que de lá do fundo (ainda não sendo previsível), esbraceja na ânsia  pelo simples facto do 'querer' me ajudar a 'conseguir'; a tentar sempre levar mais adiante, um pouco mais. E passo a passo, toque a toque, conversa a conversa, beijo a beijo tu saibas ver no meu olhar aquilo que eu vejo no teu. Tu és a realidade não impossível de alcançar. 

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

just let me go


Dás música aos meus ouvidos
e vou riscando da vida o que não me interessa
o que já não me preocupa,
aquilo que todos os dias espezinho a caminho não sei de quê...
Deixa-me.
Deixa-me saborear as palavras que saem da tua boca pela última vez.
Respirei ilusoriamente o sentir de cada pulsar do teu coração. E então tu paraste! 
Merda de vida, aquela em que continuas a aprisionar os outros, com as tuas delícias e encantos. 
Escondo-me no beco escuro, que antes fora de loucuras; fujo em corrida caminhada, a ouvir tão perto do ouvido, como longe do pensamento, aquele murmúrio agudo da tua mente, a gritar que já não consegue mais. Que de nada serve o 'nada'.
Que os 'tudo' não existem.
Que os dias nascem, mas quem os aproveita desfruta de algo que não é comum aos simples mortais errantes como nós. 
Partiste. Pairam pedaços da tua música no rádio do meu quarto. A guitarra abandonada e sólida continua na minha cama, espera por ti, pelas tuas mãos delicadas, para darem notas que sozinha não consegue atingir.
És o passado não esquecido e inevitável. Mas enquanto continuas a cantar tu já não és meu, eu já não sou tua. Completos estranhos, com corpos e memórias antigamente unidos. Meu corpo já não pede por ti. Deixaste sede na minha garganta, para jamais ser curada. 
Cala-te.
Quero ouvir no silêncio. . .
Escutar na ausência da tua voz, o futuro sem rumo que me aguarda.
Será? 

 
(o texto é fictício qualquer semelhança com a realidade é meramente coincidência)