É disto que se trata a vida, ser flexível perante as adversidades, saber contornar os problemas, ver o lado positivo das coisas e viver todos os dias com a energia e a crença, que as coisas boas também acontecem, que os sonhos por vezes (embora um pouco diferente daquilo que ambicionámos) se tornam realidade, uma realidade tão mais clara, tão mais realizável. O mundo é um caos, mas nós temos o poder de torná-lo numa imensidão de esperanças e projectos concretizados. A minha vida deu uma volta de 360º. Se estou feliz? Mais que feliz, porque agora consigo perceber porque não obtive o que sempre quis. E fazer com que o que antes seria motivo para me esconder na escuridão, hoje me faz mudar e ser uma pessoa muito mais optimista!
your language
sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013
quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013
'Se Me Esqueceres Quero que saibas uma coisa'
"Sabes como é:
se olho
a lua de cristal, o ramo vermelho
do lento outono à minha janela,
se toco
junto do lume
a impalpável cinza
ou o enrugado corpo da lenha,
tudo me leva para ti,
como se tudo o que existe,
aromas, luz, metais,
fosse pequenos barcos que navegam
até às tuas ilhas que me esperam.
Mas agora,
se pouco a pouco me deixas de amar
deixarei de te amar pouco a pouco.
Se de súbito
me esqueceres
não me procures,
porque já te terei esquecido.
Se julgas que é vasto e louco
o vento de bandeiras
que passa pela minha vida
e te resolves
a deixar-me na margem
do coração em que tenho raízes,
pensa
que nesse dia,
a essa hora
levantarei os braços
e as minhas raízes sairão
em busca de outra terra.
Porém
se todos os dias,
a toda a hora,
te sentes destinada a mim
com doçura implacável,
se todos os dias uma flor
uma flor te sobe aos lábios à minha procura,
ai meu amor, ai minha amada,
em mim todo esse fogo se repete,
em mim nada se apaga nem se esquece,
o meu amor alimenta-se do teu amor,
e enquanto viveres estará nos teus braços
sem sair dos meus."
Pablo Neruda
Mostraram-me este poema há pouco tempo. . .
É bonito, romântico, leve e suave . . .
Não há sequer palavras que o consigam descrever. Ler e sentir.
sonhando
A minha mente anda para lá deste mundo. Flutua acima das nuvens e não quer acordar ... Ando a sonhar, e jamais quero acordar. Quem sente a felicidade jamais quer voltar a perdê-la . . .
terça-feira, 5 de fevereiro de 2013
(no) friends
Pena quando pessoas em quem tínhamos tanta expectativa são aquelas que mais nos desiludem. Não somos amigos, somos conhecidos, um olá, um adeus, um está tudo bem, estranhos com memória, de conversas, de risadas, de uma amizade . . .
segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013
young
Do what makes you happy, nothing more matters!! Young is how i want to be. Forever! Because the littlest things in life, are the ones that we should really care about . . .
segunda-feira, 10 de setembro de 2012
hope
''Let your hope make you glad,
Be patient in time of trouble
& never stop praying.''
Todas as madrugadas um novo dia renasce, por isso vou respirar fundo, porque amanhã, a tristeza de hoje será passado. . .
[Domingo prometo uma visita aos blogues que sigo]
Das coisas bonitas e tolas que me dizem II
those days
Hoje estou naqueles dia ....
........Aqueles dias em que te apetece atirar de um penhasco e desaparecer...
quarta-feira, 15 de agosto de 2012
Ausente
Ausências.
De ausências falo eu.
De ausências sou eu a culpada.
Tenho andado ausente, mas prometo que assim que possa dou um saltinho aqui pelo meu cantinho para o actualizar e espreito os meus blogs preferidos, os vossos :)
Beijinhos e até breve :)
De ausências falo eu.
De ausências sou eu a culpada.
Tenho andado ausente, mas prometo que assim que possa dou um saltinho aqui pelo meu cantinho para o actualizar e espreito os meus blogs preferidos, os vossos :)
Beijinhos e até breve :)
Das coisas bonitas e tolas que me dizem
Das coisas bonitas e tolas que me dizem:
''Se vomitar o teu nome implica estar contigo muitas vezes, eu posso vomitá-lo 3 vezes por dia, 7 dias por semana, 365 dias por ano, que não me importo''
''Se vomitar o teu nome implica estar contigo muitas vezes, eu posso vomitá-lo 3 vezes por dia, 7 dias por semana, 365 dias por ano, que não me importo''
domingo, 22 de julho de 2012
never
Sim, para conseguir as coisas é preciso lutar, mas às vezes a palavra 'nunca' tem mais significado e magnificência, que a palavra 'possibilidade'.
segunda-feira, 16 de julho de 2012
love your roses
"Segue o teu destino,
rega as tuas plantas,
ama as tuas rosas,
O resto é sombra
de árvores alheias"
Fernando Pessoa
(Aproveito ainda aqui para divulgar um blog de uma amiga se quiserem dar lá um saltinho: http://eu-tu-e-as-palavras.blogspot.pt/)
sexta-feira, 13 de julho de 2012
Humans Vs. Animals
Humans Vs. Animals
Às vezes chego mesmo a pensar (muito utopicamente) que animais já foram pessoas outrora, agora livres das complicações da vida e de toda uma racionalidade, onde não havia lugar para o que há de mais natural, o amor e o instinto.
terça-feira, 10 de julho de 2012
zen spirit
Sempre fui muito dada a estas coisas que nos transcendem completamente. Coisas que não podem ser compreendidas inteligivelmente, mas sim com o poder da mente espiritual. Eu sou uma pessoa muito nervosa, stressada, pouco calma, e nos últimos tempos andei muito esgotada psicologicamente. Vou então dedicar-me a esta área que gosto tanto. Yoga, meditação, o que for preciso para encontrar o meu 'eu' interior e acalmar esta minha alma ansiosa e inquieta. Ontem estava na Bertrand e dei comigo a vascular os livros da secção de esoterismo (como é meu costume), mas não ouve assim nenhum que me despertasse a atenção, até que no meio daqueles livros em versão de bolso encontro este 'OSHO Meditação'. Ora nem mais vai ser a minha nova leitura de verão, mas ......... assim que o comprar! Porque quem é a pessoa sem juízo que vai ao shopping e se esquece da carteira em casa? sim sim, eu mesma!! É hoje que o vou comprar!
segunda-feira, 9 de julho de 2012
summer
Hoje acordo e o céu está azul, tão azul que dá vontade de ser gota de água e evaporar-me por esse mundo fora, viajar, tornar-me parte do mar, parte da areia molhada, parte do orvalho nas madrugadas estivais, absorver a luz e calor e tornar-me vapor assim livre e refrescante. Aí verão tiras-me o fôlego com praia, banhos de mar e de sol, amizades, saídas, séries até me fartar, conversas até às tantas, boa música e animada, idas à terrinha, família unida e divertida. Por favor, dura, dura para sempre ...
sexta-feira, 6 de julho de 2012
friendships
Quando tens uma amigo rapaz não há problemas, não há chatices, não há o 'o teu cabelo está melhor que o meu', ou 'empresta-me o teu verniz', não há tabus nas conversas, conta-se mais do que a raparigas sem o olhar penetrante e de julgamento imediato, que é tão característico da massa feminina. Há um certo deixa andar, um certo 'viver ao sabor da corrente' que nos faz falar, falar e falar, dizer parvoíces, contar e fazer maluqueiras e tudo o mais, que com raparigas às vezes não se torna possível.
Adoro as conversas fora de horas, os nossos temas sem igual, os nosso planos de férias para o ano, as tontices que admitimos que já fizemos e que dizemos. O estranho, o estranho é quando começamos a falar não só de manhã, mas também à tarde, ao final da tarde e ainda à noite... bem, é a toda a hora!
E sim é como a letra da música que me disseste para ouvir, 'É tão bom, é tão bom uma amizade assim'.
carrega verão!
Bem faz amanhã uma semana que estou de férias e nem sabem o quanto suspiro de alívio por isso. Não vim ao blog postar nada entretanto, nem andei por ai na blogosfera a ler, porque sinceramente precisava de um tempo para mim, deitar fora as más energias acumuladas nos últimos tempos, limpar a mente e a alma, e agora sim, agora posso dizer que estou recuperada, que me sinto renovada, optimista. Dormi até tarde todos os dias, andei de bicicleta (ai mãe hoje foram 2h nem sinto o rabiosque), vi muita tv, devorei séries, fartei-me do facebook, brinquei imenso com o meu coelhinho de estimação, comi toneladas de crepes com chocolate e gelado seguidos, já fui à praia, já fiz um piquenique (a repetir já amanhã), bem foi uma semana em grande. Ainda nem acredito que estou livre de horários, da rotina, dos ensaios da tuna, de fotocópias, mails e um monte de coisas sempre para ter a tempo e horas orientado ufff já passou!! Venham mais dias de férias assim, agora a 16 de julho vou ter um mini estágio de verão numa clínica veterinária e prolonga-se até dia 28. Depois disso? Depois disso Algarve miii aguardjiiii!! :)
sábado, 16 de junho de 2012
coisas da vida
Anda tudo com os sentimentos à volta na barriga, na cabeça, no coração . . .
[2012 ainda vai a meio e já tanta coisa aconteceu, que me esperará o resto do ano? Muitas desilusões? Mais amizades? Mais amores e desamores? ]
quinta-feira, 7 de junho de 2012
go away sad feeling
hmmm .... sim, eu devo ser repelente.
Sempre o fui. Porque é que eu ainda cheguei a acreditar que a minha condição existencial iria mudar!?
Aí que sonhadora, que sonhadora!
Já tropecei tantas vezes, esta é apenas mais uma vez que fui contra uma pedra e cai. Esquecer e virar costas. Go away sad feeling.
Just go away!
segunda-feira, 4 de junho de 2012
that awkward moment
Awkward....
Aquela altura da tua vida em que não sabes se deves deixar alguém aproximar-te mais de ti, com medo de sofreres . . .
sexta-feira, 1 de junho de 2012
life changes
A vida às vezes parece toda a mesma.
Nada muda, sempre as mesmas caras, os mesmos caminhos, o mesmo dia-a-dia.
Chegou a altura de alterar certos hábitos, largar mão daquilo que pensávamos que era ideal, virar o nosso mundo do avesso, arriscar mais, viver mais, arrepender-mo-nos menos...
Eu sempre pensei muito, demasiado até; é momento de esquecer, de mudar de rumo, de ignorar objectivos que afinal já não tinham mais cabimentos, atirar com esperanças fora e desbravar caminho por um presente-futuro inesperado. . .
sábado, 26 de maio de 2012
under the stars
E eu conjecturo coisas no ar.
Relembro noites fugidias.
Sentimentos em vão.
Paixões fugazes.
E momentos efémeros.
os teus contornos,
os teus cabelos,
o teu cheiro,
o teu olhar . . .
Relembro noites fugidias.
Sentimentos em vão.
Paixões fugazes.
E momentos efémeros.
A noite está fresca assim, enrolados numa manta a contemplar as estrelas no céu, a lua em quarto crescente, aviões em voos fora de horas. E os dois rimos para o céu. Estupidez momentânea, de reparos sem nexo. Os teus olhos brilham, mas tu já não vês mais nada. Puxas-me mais para junto de ti, enrolas os dedos nos meus cabelos e com a outra mão afagas o meu corpo, apertando-o contra o teu. Ao longe a noite deixa de ter os seus contornos (ou sou eu que já não os vejo) e a lua esbate-se pelo resto da noite. A chama da vela apaga-se e a cera escorre simples e breve. Tu sentes o sabor da minha pele, eu deixo-me esconder em ti. Arrepias-me a nuca, respiras tão docemente perto dos meus lábios e roubas-me outro beijo. E eu encaminho-te, deixo que sejas predador no meu próprio território. E assim os teus ombros começam a ficar desnudados, a porta está no trinco, mas eu nem me importo, e tu puxas-me uma vez mais; peças de roupa espalhadas aleatoriamente pelo chão. Já só sinto o teu toque na minha pele; (lá fora um pássaro canta, mas a melodia soa tão repentina e triste, que me desligo.) Perdes o controlo, libertamos as amarras, e eu sinto o roçar singelo dos teus cabelos no meu peito, as tuas mãos exploram o meu corpo, como lugar desconhecido e agradável. Corpos enrolados em véus de cumplicidade, bocas molhadas e sentimentos unidos, entre pessoas tão opostas, mas ao mesmo tempo tão iguais naquilo que desejam fruir. Perco-me na lembrança dessa noite, de ti a entrelaçar-te em mim para dormir, do teu braço sobre o meu ventre, das tuas palavras doces sussurradas ao meu ouvido, dos meus dedos a brincarem com o teu cabelo, como se fosses meu, como se pertencesse-mos um ao outro . . .
Sim eu sinto falta de ti ...os teus contornos,
os teus cabelos,
o teu cheiro,
o teu olhar . . .
sexta-feira, 25 de maio de 2012
União Zoófila AJUDEM E DIVULGUEM
Mesmo que não contribuam, pelo menos tentem divulgar como eu esta triste situação!!!
- "Esta tem sido uma semana terrível, amigos. Terrível. E nós somos seres humanos.Somos seres humanos mais ou menos habituados a lidar com os resultados da crueldade contra animais indefesos. Às vezes pensamos que já vimos tudo e não vimos. Ainda há mais para ver, mais brutalidade, mais indiferença.
- Vamos falar de 'pits'. Vamos falar de uma atitude social que os transformou em monstros. Vamos falar de uma lei que, num país sem lei que criminalize os maus tratos a animais, se dirige especificamente aos animais ditos perigosos. E é uma lei hipócrita, mentirosa, estúpida. Porque se alguém com um cão obediente e equilibrado de raças ditas perigosas o leva na rua controlado sem açaime é multado e bem multado. Mas que polícia, que autoridade investiga quem fez isto a esta criatura que aqui vos mostramos? Que tribunal vai julgar este crime?
- Esta tem sido uma semana terrível, cheia de olhares suplicantes destes, cheia de sofrimento, cheia de seres vivos que parecem ter passado por todos os horrores e precisam de ajuda.
- Nós precisamos de ajuda. Nós não temos dinheiro para pagar contas em hospitais e clínicas veterinárias. Podem dizer-nos que já não vale a pena, que nada vai salvar esta cadelinha. Mas é nosso dever tentar. Quem puder e quiser ajudá-la, os donativos podem ser depositados na conta com o NIB 0033 0000 0058 0204 223 56. Enviem comprovativo de transferência para uniaozoofila@gmail.com, bem como indicação de morada e nif, para que possamos passar o recibo. Não sabemos se ela vai sobreviver mas vamos tentar recuperá-la."
Passem a mensagem, ajudem um animal indefeso que nada pode fazer :(
sábado, 12 de maio de 2012
friends
Haverá manhãs, tardes e noites mais bem passadas, do que aquelas em que estamos com verdadeiros amigos?
"Adaptar-me-ei à vida de acordo com as circunstâncias. A vida ofereceu-me tanto que não necessito de mais nada. Sei que posso ser feliz só por causa desse facto. Adaptar-me-ei de forma positiva às coisas más que me aconteceram e serei feliz por essa razão. Não esperarei que todos os meus objectivos ou sonhos se tornem realidade, mas serei feliz! (...) E porque razão serei eu feliz? Porque conheço e admiro o que a vida me proporcionou. Sou feliz porque quero ser feliz. A vida recompensou-me com a capacidade de ser feliz e, para me respeitar a mim mesmo, serei feliz. Como um circulo. O fim e o início. A felicidade.
Obrigado, vida, por tudo quanto me concedeste."
terça-feira, 1 de maio de 2012
love machines
Nós pessoas somos tipo máquinas de produção de amor. Umas de produção mais intensiva, do que outras. O problema ocorre quando começamos a acumular demasiado em stock e não temos mercado para escoar os produtos. Damos demais de nós, para receber em troco nada. Eu sou assim; é verdade que temos sempre parte da culpa de estarmos de determinada maneira perante a vida, mas às vezes chego a pensar que existem coisas que não mudam por mais que tentemos redireccionar. Enfim. Quando se gosta há mais de um ano de alguém e essa pessoa não vê a pessoa maravilhosa que somos, o tanto que temos para lhe dar, começamos a pensar seguir em frente, esquecer, ou à mais pequena amostra que nunca vai acontecer mais nada (logo de início), devemos recuar e seguir em frente, para não deixar que a produção cresça, cresça e cresça exponencialmente. Eu deixei acumular demais, eu comecei a gostar de mais, a desejar mais, a amar mais do que devia. Cheguei pois a um ponto que não dá para voltar atrás, ou melhor, dá, mas agora, até que o sentimento que nutro se apague em mim, o meu coração parece um ouriço, fechado sobre si próprio, sem se abrir para mais ninguém. Ontem em conversa com uma amiga ela disse 'Pushaa A. não devias ter deixado chegar a este ponto'. Não devia ter chegado a este ponto? A este ponto??? Mas existe alguma coisa que nos faça deixar de amar, ou não deixar que o sentimento fique tão forte? Como seres humanos reside em nós sempre uma ponta de esperança, uma luz ao fundo do túnel, que nos faz acreditar na plenitude, mesmo em tempos mais sombrios. É estúpido dizer isto, mas tenho pena de mim própria, por estar aprisionada a alguém que jamais me irá pertencer, não por não ter tentado, mas porque simplesmente esse alguém não gosta de mim. Custa imenso ter tanto para dar e ser tudo jogado fora, como algo dispensável que não queremos ter mais. E eu consegui resistir durante este dois meses, consegui não pensar tantas vezes em ti, consegui que o meu coração não pulasse do peito cada vez que te visse, consegui conter-me para não me meter contigo e falar de cada vez que te via. E sabes que mais? Não resultou. Hoje o coração dói-me na mesma, não te esqueci nem mais um pouco, não deixei de gostar de ti tampouco e ontem à noite, apesar da noite ter sido excelente (tive jantar de curso) adormeci a chorar . . .
Desculpem, eu fico triste só de ver o tom melancólico de todo o meu blog, mas este é dos únicos sitios onde posso expressar o que sinto, e quando estou feliz muitas vezes não tenho o alento de vir aqui, acontece mais quando estou em baixo.
Uma boa semana para todos e um excelente feriado.
Prometo voltar assim que tiver um tempinho e estiver com melhor disposição.
Beijinhos
sábado, 28 de abril de 2012
dead but still alive
''Aprendemos mais com os mortos que com os vivos''
Eu acredito que sim.
Os que já partiram ensinaram-me a amar, a saber ser educada, a dar valor às pequenas coisas da vida: a um simples abraço de adeus, a um beijo singelo na face, a palavras doces e reconfortantes, a ajudar o próximo, a ser humilde e prestável para os que mais precisam, a ter um bom coração e ver o lado bom de cada pessoa. Ensinaram-me sobretudo a ser alguém, a ser especial, ou a tentar sê-lo. Aprendi com eles que podemos amar na distância, lembrar pequenos, mas importantes pormenores de tempos confusos, que os erros se cometem, mas que temos uma longa vida para tentar remediar tudo o que fazemos de mal. A perdoar quem nos magoou, a saber pedir desculpa a quem ofendemos, a amar quem em tempos odiámos. E hoje, hoje não sinto falta daqueles que estão comigo e que às vezes me ignoram (nem sei porque continuo a chamar amigo a tanta gente), hoje sinto falta daqueles que me mostraram o que era a vida, quando eu ainda via o mundo colorido despreocupadamente, quando apenas importava o presente, quando ainda não dava valor ao que tinha, nem às pessoas que estavam junto a mim. Sinto falta. E o que me dói mais é que por vezes preferia estar morta e com eles, a ter de conviver todos os dias com quem me fere a alma com um ignorar e desprezo constantes. . . .
sexta-feira, 20 de abril de 2012
desilusões
Aqueles que pensamos que nunca nos vão magoar, são aqueles que realmente nos fazem pensar o 'porquê' de algum dia os termos chamado de 'amigos'.
quarta-feira, 18 de abril de 2012
things changed
Costumamos dizer que todas as mudanças são para melhor, que a cada dia que passa as coisas têm tendência a ser aperfeiçoadas, que o impossível torna-se concretizável apenas com o desejo e pensamento forte. Mas as coisas na vida não são tão lineares quanto isso, de um momento belo pode passar-se rapidamente a um futuro triste e sem opções. Erros que nos custam lágrimas de dor. Pensamentos que nos fazem soluçar a cada palavra que ouço em músicas, que me lembram de tempos e memórias que não quero. Eu já esqueci o que sou, não me reconheço em todos os dias que passam, e pouco a pouco vou sendo uma estranha até para mim mesma. Não sei como agir, me pronunciar, abrir os olhos em cada dia e sorrir, quando o que me apetece é chorar e não voltar a acordar. O sentido que havia já não existe. Apagou-se da cabeça o que era.. O que fui, o que foste. Eu já nem a mim me pertenço. Sou uma alma sem apegos (nem a mim mesma). Desloquei-me da realidade e dou por mim a rir, mas nem rio do que dizem, rio de mim mesma, do ser estúpido e impensante que tem cabimento dentro do meu corpo. Afoguei todas as mágoas e desgostos, mas mesmo assim, alguma sensibilidade descabida ainda habita em mim. Dou pelas horas a passarem e apercebo-me que a vida não é nada, quando nem eu me endireito nela ou simplesmente deixo morrer tão doce e melancolicamente nos meus braços uma vida, como no outro dia aconteceu. Perco-me nos sonhos de infância, em todos os meus antigos ideais, e volto a ser a menina, a que chorava, a que sofria, a que era esquecida por muitos, a que engolia a tristeza aos olhos dos outros, mas que por dentro se dilacerava como se fosse grande. Maturidade interna, e fragilidade e criancice aparente. Engraçado como os pequenos são os que mais conseguem enganar, omitir o sofrimento. Horas sem dormir, numa mente tão pequenina, e contudo tão alerta para o quotidiano, as tragédias, os momentos de outros tempos. Tenho saudades. Não desses tempos, mas da criança que deveria ter sido, da infância que deixei escapar em anos de racionalidade excessiva e incondicional. De fragmentações da minha pessoa, a tentar ser alguém que nunca fui. Nunca o suficiente. Sempre esse o pensamento. Mas eu continuo sempre no quase. E hoje já não sou eu, mas também já não sou a menina. Sou uma realidade obliqua, um conjunto de estilhaços de personalidades e pensares que julgo, ou me foi incutido ser, pela minha própria racionalidade. O relógio dá as horas uma vez mais. Deixo-me levar pelo som urbano e às vezes convenço-me que não sou deste mundo. Faltam-me as energias no limbo do horizonte, dá-me sede só de ver um azul tão puro no céu, que não consigo alcançar. Doem-me os olhos de um arder constante de cada vez que vejo passar por diante sonhos, em pequenas bolhas de ilusão, consumidas por labaredas de credulidade inatingível. Espero. (Uma vez mais). O vento entra pelos bordos da janela, leva para longe as minhas palavras, assim como levou o meu ser emocional e cheio de fé num amanhã um pouco mais rosa, ou melhor, mais branco, porque é na brancura que se sente o resfolgar da vida. (Não fossem as pessoas puras de coração afinal as mais felizes no mundo.) Inundem-se os pulmões do respirar puro da minha tão imprópria natureza. Por hoje vou embora, não eu, mas aquela que escreveu... eu ando noutra realidade embrenhada em pensamento e conexões, que me fazem esquecer um pouco mais de hoje, do ontem, do que penso que fui e tive, ou que ainda vou ter.
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