Deambulei ao acaso pelas ruas do sentimento e não senti. Quis correr, mas as minhas pernas não deixaram, estavam agarradas, como que com cimento, à quietude passiva daquele canto da cidade. A razão imperava num lugarejo do outro lado, mas nem por isso a conseguia alcançar também. Fiquei no chamado 'limbo', num intervalo insubstancial, que não tinha coordenadas definidas. Não dava para traçar rotas, ou sequer imaginar qualquer outro modo de sair dali. Só então me lembrei, que tinha de descansar. Tinha de esquecer todos os episódios vividos, refazer o meu interior, e destruir a vagueza inquietante que preenchia o meu ser. E assim, tão breve como a vontade de me libertar, soltaram-se as amarras que ainda me prendiam àquele solo tão movediço, que queria para sempre me aprisionar. Não foi necessário nenhum esforço físico, psicológico ou emocional, somente com o anti-peristaltismo de todas as minhas emoções fui capaz de deitar contas à vida e avançar, naquele que teria sido um passeio num dia perfeitamente normal.
your language
sexta-feira, 10 de junho de 2011
quinta-feira, 9 de junho de 2011
think about that IV
Já sei que tenho de pôr 'one smile on my face' e às vezes custa, e bastante acreditem. Mas eu estou a ficar melhor, digamos que pseudocurada de traumatismo profundo no centro de mim mesma. Vou parar de reagir e começar a agir. Porque nos actos é que está o desenrolar do novelo que é a minha vida, e amanhã é apenas o início da história presa-predador que eu vou redigir na minha mente. Sucesso garantido? Não diria tal coisa, mas que custa tentar? Se errar é humano, então eu posso (DEVO) arriscar!
domingo, 5 de junho de 2011
coisas universitárias V
E os "Xutos e Pontapés" ontem à noite puseram-nos ao rubro. Saltei, gritei, aplaudi, libertei toda a energia que tinha aprisionada em mim. Numa palavra: Brutal! Venham mais concertos como este!
Entretanto há agora o regresso ao estudo, que eu tanto Odeio, mas que tem mesmo que ser. Enfim . . .Wish me luck!
sexta-feira, 3 de junho de 2011
i miss you
Se soubesses o quanto sinto a tua falta. A tua ausência não é demonstrada por fora, antes me corrói por dentro. Co-habita comigo e contribui para a falsidade da minha máscara tão alegre e despreocupada. Mas os outros não vêem, os outros não percebem, os outros não sabem. E este é apenas mais um dia que eu tenho de viver sem ti.
quinta-feira, 2 de junho de 2011
music in me
Ontem foi dia de espectáculo. Ontem foi dia de sair à noite e ouvir uma Orquestra.
Dizer que adorei é pouco. À medida que se ouvia o desenrolar dos sons, todos o mundo envolvente era esquecido. Ao dedilhar das cordas, ao som melodioso dos clarinetes e flautas transversais, toda a minha alma transcendeu para um plano incorpóreo e imaterial. Todo o meu corpo se envolveu da mais pura e arrebatadora música que possa existir. Sentimentos a deambular de um lado para o outro, a cabeça vazia de pensamento, mas tão cheia de ritmo e vivacidade. Primeiro andamento de um tom estrondoso, angustiante, melancólico, para depois se lhe seguir momentos de um consolo descontente, que só a música consegue descrever e dar a conhecer tão bem. Já de modo efusivo e entusiástico, foi finalizada a noite, tirando assim um último fôlego, que nalguns corpos poderia ainda existir.
quarta-feira, 1 de junho de 2011
think about that III
Existirão sempre situações na vida que te farão pensar.
Há quem diga que se deve seguir o coração, há quem apoie que as decisões devem ser tomadas com base na razão. Mas eu questiono-me. Não será tudo o mesmo? Não estarei eu a ter como raiz a emoção, sabendo que esta mesma é regida por impulsos vindos, não do coração, mas sim do meu intelecto?!. . . . Se assim for, que me deixe levar então pelos sentimentos, tão inexplicáveis, e ao mesmo tempo tão conscientes, mas que aos olhos dos outros não passam de meros palpites incontextualizados, que não têm, nem fazem qualquer sentido.
segunda-feira, 30 de maio de 2011
just to say . . .#7
Raise the voice of the heart, is not allways easy . . . .
Yesterday was not the day, neither today, neither tomorrow, but someday it will be
sábado, 21 de maio de 2011
it (really) Sucks II
Odeio estar assim aprisionada, em altura de frequências, com cadernos e apontamentos. Não tenho tempo para nada, não consigo fazer nada de jeito, o tempo passa a correr e quando dou por mim, já é quase noite e o dia não me rende nada .. .. Odeio esta época. O calor insuportável, o verão mesmo aí a chegar, e praia nem vê-la, passeios quase inexistentes, devorar filmes e mais filmes quase impossível, enfim.... Estou tramada. Tramadíssima. O que vale é que ainda vou brincado aqui com o bunny e pintando as unhas, sempre dá para aliviar a mioleira. Até às férias resta-me devorar toneladas de matéria e pensar no que não vou ter de fazer all summer.
I just wanna run away of this fucking life!
domingo, 15 de maio de 2011
Red Riding Hood
Acabei agora de ver o filme e ADOREIIII!
Fenomenal mesmo.
Lenda, tempos antigos, romance, paisagem deslumbrante e banda sonora incrível.
Está aprovado!
sábado, 14 de maio de 2011
think about that II
[Será que realmente aprendemos com os erros do passado ou acabamos sempre por tropeçar na mesma pedra?]
sexta-feira, 13 de maio de 2011
today I feel . . . II
Hoje é mesmo daqueles dias em que penso 'Hummm nãaaa'
A preguiça está em alta e não deveria estar, mas vá amanha será a atacar na matéria. . . (ou não)
coisas universitárias IV
Aulas, actividades, trabalhos. No meio da turbulência do dia-a-dia existem pequenos momentos em que estamos todos reunidos, em que cantamos ao luar ao ritmo de uma guitarra. Nesses instantes breves da nossa vida, nada mais importa que a felicidade conjunta, os risos depois de cada letra trocada, ou dos teatros improvisados e músicas de praxes, que nos lembram todas as horas em que estávamos unidos e partilhávamos vivências uns com os outros. As velas ardem sob a brisa ligeira noite, derrete a cera, e apagam-se. Porém estas recordações não partem, não se vão. Antes ficam marcadas, como memórias inesquecíveis que sempre serão.
sweet little things II
Adoro tudo o que sejam bicharocos pequenos, super doces, com uns olhinhos pequenitos e carinhosos. Busco a minha felicidade no amor constante que os animais me conseguem dar.
sábado, 7 de maio de 2011
why ? 3
"I don't want to run away but I can't take it, I don't understand
If I'm not made for you then why does my heart tell me that I am?
Is there any way that I could stay in your arms?
If I'm not made for you then why does my heart tell me that I am?
Is there any way that I could stay in your arms?
If I don't need you then why am I crying on my bed?
If I don't need you then why does your name resound in my head?
If you're not for me then why does this distance maim my life?"
If I don't need you then why does your name resound in my head?
If you're not for me then why does this distance maim my life?"
D. Bedingfield, If you're not the one
just to say . . .#6
Há dias em que sinceramente não é necessário ter elevada sapiência para perceber que há coisas que vão correr mal, porque assim tem de ser e não há nada a fazer em contrário. Pois eu bem queria ter calma, força e devoção para levar a minha vida com imensa auto-estima e determinação, mas não dá! E sabem porquê? Porque eu não sou feita de ferro, nem de ouro, ou qualquer outro metal precioso. Não nasci em altura propícia à completa realização do ser. Não consigo demonstrar aquilo que não sinto, nem tampouco arranjar mil e uma desculpas na minha cabeça, para ter motivação suficiente, para levar com paciência certos percalços da vida que estão sempre a surgir. Existem pessoas porém em que a vida, se não 'é um mar de rosas' é um imenso oceano de concretização dos objectivos pessoais e aí por diante. Eu não as invejo, ou melhor, talvez um pouco, porque não fui 'fadada' para 'complacência' face à dor, nem para a riqueza de ter uma vida sortuda no meio daqueles que de ausência de felicidade andam a boiar feitos parvos, totalmente à deriva nas lágrimas que inundam as suas (e a minha) vidas! Porém eu não me deixo estar assim. Eu vou remar contra a maré, lutar por entre rajadas de vento e tempestades e superar. A beleza por vezes não é tudo, bem o sei, e a confiança está em falta quando realmente queremos encontrar a coragem, para seguir os nossos caminhos.
sexta-feira, 6 de maio de 2011
poetry III
Pode ser que um dia deixemos de nos falar...
Mas, enquanto houver amizade,
Faremos as pazes de novo.
Pode ser que um dia o tempo passe...
Mas, se a amizade permanecer,
Um de outro se há-de lembrar.
Pode ser que um dia nos afastemos...
Mas, se formos amigos de verdade,
A amizade nos reaproximará.
Pode ser que um dia não mais existamos...
Mas, se ainda sobrar amizade,
Nasceremos de novo, um para o outro.
Pode ser que um dia tudo acabe...
Mas, com a amizade construiremos tudo novamente,
Cada vez de forma diferente.
Sendo único e inesquecível cada momento
Que juntos viveremos e nos lembraremos para sempre.
Há duas formas para viver a sua vida:
Uma é acreditar que não existe milagre.
A outra é acreditar que todas as coisas são um milagre.
Mas, enquanto houver amizade,
Faremos as pazes de novo.
Pode ser que um dia o tempo passe...
Mas, se a amizade permanecer,
Um de outro se há-de lembrar.
Pode ser que um dia nos afastemos...
Mas, se formos amigos de verdade,
A amizade nos reaproximará.
Pode ser que um dia não mais existamos...
Mas, se ainda sobrar amizade,
Nasceremos de novo, um para o outro.
Pode ser que um dia tudo acabe...
Mas, com a amizade construiremos tudo novamente,
Cada vez de forma diferente.
Sendo único e inesquecível cada momento
Que juntos viveremos e nos lembraremos para sempre.
Há duas formas para viver a sua vida:
Uma é acreditar que não existe milagre.
A outra é acreditar que todas as coisas são um milagre.
Albert Einstein
pretty little things II
Quando o fascínio pelo que é belo se apodera de nós leva a uma batalha incessante contra o que se quer, o que se deseja e o que realmente nos faz falta.
quinta-feira, 5 de maio de 2011
domingo, 1 de maio de 2011
coisas universitárias II
Com umas das mais importantes frequências à porta (faltam apenas 2 dias) sinto-me impotente, completamente descontextualizada da matéria e pronta a entrar em pânico. Só quero chegar a quinta, já com a frequência feita e só ter de me preocupar com o jantar de curso e outras coisas que não me espremem os neurónios tanto quanto o estudo. Bahh livrem-me disto!
(Nem tenho tempo para navegar pela 'blogsfera', nem para coisa alguma. . . )
quarta-feira, 27 de abril de 2011
in the darkest side (3)
Be aware of the wolf!
Olhando para o infinito ela corre ofegante por aquele caminho interminável; o cabelo pega-se-lhe nas faces e os pulmões parece que vão entrar em combustão. Sentimento de perseguição que lhe assola a alma e o pobre coração. Ao longe, mas aproximando-se rapidamente, ouve as passadas fortes daquele que psicologicamente a devora e desfaz em pedaços. Pés. Raiz. Solo. E ela tropeça. Deixa cair por terra o que com tanta dedicação havia transportado e tudo fica revolteado, espalhado, impossível de voltar a alcançar. Mas ela não desiste, antes se levanta desajeitadamente e sustem o seu corpinho frágil, nas pernas cansadas que começam a fraquejar. E assim tão rapidamente como caiu, retoma a corrida de fugida a algo que ela tão bem conhece, mas tem medo de admitir. Gritos. E ela sente a pele das costas a rasgarem. Gritos. E outra vez o seu corpo de desmanchou face às garras maquiavélicas daquele abominável ser. Há sangue no chão. E ela chora. Não porque foi magoada uma vez mais, não porque caiu ao chão, não porque o coração lhe foi arrancado pelas costas. Chora porque é morta-viva neste mundo que não a merece e porque não lutou por aquilo que mais amava e desejava e que agora não é, nem será seu.
sweet little things
E eu acabo sempre assim, a refugiar-me na doçura e espontaneidade dos animais. Haverá algo mais adorável que uma pequena alma inocente a pedir o nosso carinho e atenção?
pretty little things I
Pulseiras, saias aos folhos, floreados, anéis, pulseiras e outros acessórios, tais como malas estão a deixar-me totalmente louca esta Primavera. Ou ando em 'altas' com o consumismo exacerbado ou então ando a tornar-me (novamente) viciada em shopping, compras e outras 'vaidosices'. Amo saltos altos e aqui estão uns, que são simplesmente adoráveis. I'm not a material girl, mas admitamos há realmente coisas fantásticas, e a moda é uma delas!
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