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". . . . Essas palavras tristes e desorganizadas escondem as lágrimas que eu espero que tu nunca vejas . . . ."







sexta-feira, 10 de junho de 2011

ao acaso


Deambulei ao acaso pelas ruas do sentimento e não senti. Quis correr, mas as minhas pernas não deixaram, estavam agarradas, como que com cimento, à quietude passiva daquele canto da cidade. A razão imperava num lugarejo do outro lado, mas nem por isso a conseguia alcançar também. Fiquei no chamado 'limbo', num intervalo insubstancial, que não tinha coordenadas definidas. Não dava para traçar rotas, ou sequer imaginar qualquer outro modo de sair dali. Só então me lembrei, que tinha de descansar. Tinha de esquecer todos os episódios vividos, refazer o meu interior, e destruir a vagueza inquietante que preenchia o meu ser. E assim, tão breve como a vontade de me libertar, soltaram-se as amarras que ainda me prendiam àquele solo tão movediço, que queria para sempre me aprisionar. Não foi necessário nenhum esforço físico, psicológico ou emocional, somente com o anti-peristaltismo de todas as minhas emoções fui capaz de deitar contas à vida e avançar, naquele que teria sido um passeio num dia perfeitamente normal. 

3 comentários:

  1. Palavras para quê??
    Adoreiiiii :D
    Beijinho

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  2. Maravilhoso!
    Tenho de te confessar que já me tornei fã das tuas palavras! Lindo mesmo... :)**

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