your language


". . . . Essas palavras tristes e desorganizadas escondem as lágrimas que eu espero que tu nunca vejas . . . ."







segunda-feira, 10 de setembro de 2012

hope


''Let your hope make you glad,
Be patient in time of trouble
& never stop praying.'' 

Todas as madrugadas um novo dia renasce, por isso vou respirar fundo, porque amanhã, a tristeza de hoje será passado. . . 

[Domingo prometo uma visita aos blogues que sigo]

Das coisas bonitas e tolas que me dizem II


''Adoro-te como se não houvesse amanhã.''

those days


Hoje estou naqueles dia ....

........Aqueles dias em que te apetece atirar de um penhasco e desaparecer...

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Ausente

Ausências.
De ausências falo eu.
De ausências sou eu a culpada.
Tenho andado ausente, mas prometo que assim que possa dou um saltinho aqui pelo meu cantinho para o actualizar e espreito os meus blogs preferidos, os vossos :)
Beijinhos e até breve :)

Das coisas bonitas e tolas que me dizem

Das coisas bonitas e tolas que me dizem:

''Se vomitar o teu nome implica estar contigo muitas vezes, eu posso vomitá-lo 3 vezes por dia, 7 dias por semana, 365 dias por ano, que não me importo''

domingo, 22 de julho de 2012

clouds


Com pensamentos para lá, far above the clouds. . . 


never


Sim,  para conseguir as coisas é preciso lutar, mas às vezes a palavra 'nunca' tem mais significado e magnificência, que a palavra 'possibilidade'.

segunda-feira, 16 de julho de 2012

love your roses


"Segue o teu destino,
rega as tuas plantas,
ama as tuas rosas,
O resto é sombra
de árvores alheias" 

Fernando Pessoa


(Aproveito ainda aqui para divulgar um blog de uma amiga se quiserem dar lá um saltinho: http://eu-tu-e-as-palavras.blogspot.pt/)

sexta-feira, 13 de julho de 2012

Humans Vs. Animals


Humans Vs. Animals

        Às vezes chego mesmo a pensar (muito utopicamente) que animais já foram pessoas outrora, agora livres das complicações da vida e de toda uma racionalidade, onde não havia lugar para o que há de mais natural, o amor e o instinto. 

lazy days


Porque ultimamente todos os dias são dias de 'não fazer nada'. . .

terça-feira, 10 de julho de 2012

zen spirit




  

          Sempre fui muito dada a estas coisas que nos transcendem completamente. Coisas que não podem ser compreendidas inteligivelmente, mas sim com o poder da mente espiritual. Eu sou uma pessoa muito nervosa, stressada,  pouco calma, e nos últimos tempos andei muito esgotada psicologicamente. Vou então dedicar-me a esta área que gosto tanto. Yoga, meditação, o que for preciso para encontrar o meu 'eu' interior e acalmar esta minha alma ansiosa e inquieta. Ontem estava na Bertrand e dei comigo a vascular os livros da secção de esoterismo (como é meu costume), mas não ouve assim nenhum que me despertasse a atenção, até que no meio daqueles livros em versão de bolso encontro este 'OSHO Meditação'. Ora nem mais vai ser a minha nova leitura de verão, mas ......... assim que o comprar! Porque quem é a pessoa sem juízo que vai ao shopping e se esquece da carteira em casa? sim sim, eu mesma!! É hoje que o vou comprar! 

segunda-feira, 9 de julho de 2012

summer

         




         Hoje acordo e o céu está azul, tão azul que dá vontade de ser gota de água e evaporar-me por esse mundo fora, viajar, tornar-me parte do mar, parte da areia molhada, parte do orvalho nas madrugadas estivais, absorver a luz e calor e tornar-me vapor assim livre e refrescante. Aí verão tiras-me o fôlego com praia, banhos de mar e de sol, amizades, saídas, séries até me fartar, conversas até às tantas, boa música e animada, idas à terrinha, família unida e divertida. Por favor, dura, dura para sempre ... 

sexta-feira, 6 de julho de 2012

friendships


Quando tens uma amigo rapaz não há problemas, não há chatices, não há o 'o teu cabelo está melhor que o meu', ou 'empresta-me o teu verniz', não há tabus nas conversas, conta-se mais do que a raparigas sem o olhar penetrante e de julgamento imediato, que é tão característico da massa feminina. Há um certo deixa andar, um certo 'viver ao sabor da corrente' que nos faz falar, falar e falar, dizer parvoíces, contar e fazer maluqueiras e tudo o mais, que com raparigas às vezes não se torna  possível. 
Adoro as conversas fora de horas, os nossos temas sem igual, os nosso planos de férias para o ano, as tontices que admitimos que já fizemos e que dizemos. O estranho, o estranho é quando começamos a falar não só de manhã, mas também à tarde, ao final da tarde e ainda à noite... bem, é a toda a hora! 
E sim é como a letra da música que me disseste para ouvir, 'É tão bom, é tão bom uma amizade assim'. 

carrega verão!


           Bem  faz amanhã uma semana que estou de férias e nem sabem o quanto suspiro de alívio por isso. Não vim ao blog postar nada entretanto, nem andei por ai na blogosfera a ler, porque sinceramente precisava de um tempo para mim, deitar fora as más energias acumuladas nos últimos tempos, limpar a mente e a alma, e agora sim, agora posso dizer que estou recuperada, que me sinto renovada, optimista. Dormi até tarde todos os dias, andei de bicicleta (ai mãe hoje foram 2h nem sinto o rabiosque), vi muita tv, devorei séries, fartei-me do facebook, brinquei imenso com o meu coelhinho de estimação, comi toneladas de crepes com chocolate e gelado seguidos, já fui à praia, já fiz um piquenique (a repetir já amanhã), bem foi uma semana em grande. Ainda nem acredito que estou livre de horários, da rotina, dos ensaios da tuna, de fotocópias, mails e um monte de coisas sempre para ter a tempo e horas orientado ufff já passou!! Venham mais dias de férias assim, agora a 16 de julho vou ter um mini estágio de verão numa clínica veterinária e prolonga-se até dia 28. Depois disso? Depois disso Algarve miii aguardjiiii!! :) 


sábado, 16 de junho de 2012

coisas da vida

Anda tudo com os sentimentos à volta na barriga, na cabeça, no coração . . .

[2012 ainda vai a meio e já tanta coisa aconteceu, que me esperará o resto do ano? Muitas desilusões? Mais amizades? Mais amores e desamores? ]


quinta-feira, 7 de junho de 2012

go away sad feeling


hmmm .... sim, eu devo ser repelente. 
Sempre o fui. Porque é que eu ainda cheguei a acreditar que a minha condição existencial iria mudar!? 
Aí que sonhadora, que sonhadora! 
Já tropecei tantas vezes, esta é apenas mais uma vez que fui contra uma pedra e cai. Esquecer e virar costas. Go away sad feeling. 
Just go away! 


segunda-feira, 4 de junho de 2012

that awkward moment

Awkward.... 
Aquela altura da tua vida em que não sabes se deves deixar alguém aproximar-te mais de ti, com medo de sofreres . . .

sexta-feira, 1 de junho de 2012

life changes




          A vida às vezes parece toda a mesma. 
Nada muda, sempre as mesmas caras, os mesmos caminhos, o mesmo dia-a-dia. 
Chegou a altura de alterar certos hábitos, largar mão daquilo que pensávamos que era ideal, virar o nosso mundo do avesso, arriscar mais, viver mais, arrepender-mo-nos menos... 

    Eu sempre pensei muito, demasiado até; é  momento de esquecer, de mudar de rumo, de ignorar objectivos que afinal já não tinham mais cabimentos, atirar com esperanças fora e desbravar caminho por um presente-futuro inesperado. . . 

sábado, 26 de maio de 2012

under the stars

E eu conjecturo coisas no ar.
Relembro noites fugidias.
Sentimentos em vão.
Paixões fugazes.
E momentos efémeros.
A noite está fresca assim, enrolados numa manta a contemplar as estrelas no céu, a lua em quarto crescente, aviões em voos fora de horas. E os dois rimos para o céu. Estupidez momentânea, de reparos sem nexo. Os teus olhos brilham, mas tu já não vês mais nada. Puxas-me mais para junto de ti, enrolas os dedos nos meus cabelos e com a outra mão afagas o meu corpo, apertando-o contra o teu. Ao longe a noite deixa de ter os seus contornos (ou sou eu que já não os vejo) e a lua esbate-se pelo resto da noite. A chama da vela apaga-se e a cera escorre simples e breve. Tu sentes o sabor da minha pele, eu deixo-me esconder em ti. Arrepias-me a nuca, respiras tão docemente perto dos meus lábios e roubas-me outro beijo. E eu encaminho-te, deixo que sejas predador no meu próprio território. E assim os teus ombros começam a ficar desnudados, a porta está no trinco, mas eu nem me importo, e tu puxas-me uma vez mais; peças de roupa espalhadas aleatoriamente pelo chão. Já só sinto o teu toque na minha pele; (lá fora um pássaro canta, mas a melodia soa tão repentina e triste, que me desligo.) Perdes o controlo, libertamos as amarras, e eu sinto o roçar singelo dos teus cabelos no meu peito, as tuas mãos exploram o meu corpo, como lugar desconhecido e agradável. Corpos enrolados em véus de cumplicidade, bocas molhadas e sentimentos unidos, entre pessoas tão opostas, mas ao mesmo tempo tão iguais naquilo que desejam fruir. Perco-me na lembrança dessa noite, de ti a entrelaçar-te em mim para dormir, do teu braço sobre o meu ventre, das tuas palavras doces sussurradas ao meu ouvido, dos meus dedos a brincarem com o teu cabelo, como se fosses meu, como se pertencesse-mos um ao outro . . .
Sim eu sinto falta de ti ...
os teus contornos,
os teus cabelos,
o teu cheiro,
o teu olhar . . .

sexta-feira, 25 de maio de 2012

União Zoófila AJUDEM E DIVULGUEM



Mesmo que não contribuam, pelo menos tentem divulgar como eu esta triste situação!!! 


  • "Esta tem sido uma semana terrível, amigos. Terrível. E nós somos seres humanos.Somos seres humanos mais ou menos habituados a lidar com os resultados da crueldade contra animais indefesos. Às vezes pensamos que já vimos tudo e não vimos. Ainda há mais para ver, mais brutalidade, mais indiferença.
  • Vamos falar de 'pits'. Vamos falar de uma atitude social que os transformou em monstros. Vamos falar de uma lei que, num país sem lei que criminalize os maus tratos a animais, se dirige especificamente aos animais ditos perigosos. E é uma lei hipócrita, mentirosa, estúpida. Porque se alguém com um cão obediente e equilibrado de raças ditas perigosas o leva na rua controlado sem açaime é multado e bem multado. Mas que polícia, que autoridade investiga quem fez isto a esta criatura que aqui vos mostramos? Que tribunal vai julgar este crime?
  • Esta tem sido uma semana terrível, cheia de olhares suplicantes destes, cheia de sofrimento, cheia de seres vivos que parecem ter passado por todos os horrores e precisam de ajuda.
  • Nós precisamos de ajuda. Nós não temos dinheiro para pagar contas em hospitais e clínicas veterinárias. Podem dizer-nos que já não vale a pena, que nada vai salvar esta cadelinha. Mas é nosso dever tentar. Quem puder e quiser ajudá-la, os donativos podem ser depositados na conta com o NIB 0033 0000 0058 0204 223 56. Enviem comprovativo de transferência para uniaozoofila@gmail.com, bem como indicação de morada e nif, para que possamos passar o recibo. Não sabemos se ela vai sobreviver mas vamos tentar recuperá-la." 

Passem a mensagem, ajudem um animal indefeso que nada pode fazer :( 

sábado, 12 de maio de 2012

friends

Haverá manhãs, tardes e noites mais bem passadas, do que aquelas em que estamos com verdadeiros amigos? 

"Adaptar-me-ei à vida de acordo com as circunstâncias. A vida ofereceu-me tanto que não necessito de mais nada. Sei que posso ser feliz só por causa desse facto. Adaptar-me-ei de forma positiva às coisas más que me aconteceram e serei feliz por essa razão. Não esperarei que todos os meus objectivos ou sonhos se tornem realidade, mas serei feliz! (...) E porque razão serei eu feliz? Porque conheço e admiro o que a vida me proporcionou. Sou feliz porque quero ser feliz. A vida recompensou-me com a capacidade de ser feliz e, para me respeitar a mim mesmo, serei feliz. Como um circulo. O fim e o início. A felicidade.
Obrigado, vida, por tudo quanto me concedeste." 

terça-feira, 1 de maio de 2012

love machines


Nós pessoas somos tipo máquinas de produção de amor. Umas de produção mais intensiva, do que outras. O problema ocorre quando começamos a acumular demasiado em stock e não temos mercado para escoar os produtos. Damos demais de nós, para receber em troco nada. Eu sou assim; é verdade que temos sempre parte da culpa de estarmos de determinada maneira perante a vida, mas às vezes chego a pensar que existem coisas que não mudam por mais que tentemos redireccionar. Enfim. Quando se gosta há mais de um ano de alguém e essa pessoa não vê a pessoa maravilhosa que somos,  o tanto que temos para lhe dar, começamos a pensar seguir em frente, esquecer, ou à mais pequena amostra que nunca vai acontecer mais nada (logo de início), devemos recuar e seguir em frente, para não deixar que a produção cresça, cresça e cresça exponencialmente. Eu deixei acumular demais, eu comecei a gostar de mais, a desejar mais, a amar mais do que devia. Cheguei pois a um ponto que não dá para voltar atrás, ou melhor, dá, mas agora, até que o sentimento que nutro se apague em mim, o meu coração parece um ouriço, fechado sobre si próprio, sem se abrir para mais ninguém. Ontem em conversa com uma amiga ela disse 'Pushaa A. não devias ter deixado chegar a este ponto'. Não devia ter chegado a este ponto? A este ponto???  Mas existe alguma coisa que nos faça deixar de amar, ou não deixar que o sentimento fique tão forte? Como seres humanos reside em nós sempre uma ponta de esperança, uma luz ao fundo do túnel, que nos faz acreditar na plenitude, mesmo em tempos mais sombrios. É estúpido dizer isto, mas tenho pena de mim própria, por estar aprisionada a alguém que jamais me irá pertencer, não por não ter tentado, mas porque simplesmente esse alguém não gosta de mim. Custa imenso ter tanto para dar e ser tudo jogado fora, como algo dispensável que não queremos ter mais. E eu consegui resistir durante este dois meses, consegui não pensar tantas vezes em ti, consegui que o meu coração não pulasse do peito cada vez que te visse, consegui conter-me para não me meter contigo e falar de cada vez que te via. E sabes que mais? Não resultou. Hoje o coração dói-me na mesma, não te esqueci nem mais um pouco, não deixei de gostar de ti tampouco e ontem à noite, apesar da noite ter sido excelente (tive jantar de curso) adormeci a chorar . . .

Desculpem, eu fico triste só de ver o tom melancólico de todo o meu blog, mas este é dos únicos sitios onde posso expressar o que sinto, e quando estou feliz muitas vezes não tenho o alento de vir aqui, acontece mais quando estou em baixo. 

Uma boa semana para todos e um excelente feriado.
Prometo voltar assim que tiver um tempinho e estiver com melhor disposição. 

Beijinhos

sábado, 28 de abril de 2012

dead but still alive


''Aprendemos mais com os mortos que com os vivos''
Eu acredito que sim.
Os que já partiram ensinaram-me a amar, a saber ser educada, a dar valor às pequenas coisas da vida: a um simples abraço de adeus, a um beijo singelo na face, a palavras doces e reconfortantes, a ajudar o próximo, a ser humilde e prestável para os que mais precisam, a ter um bom coração e ver o lado bom de cada pessoa. Ensinaram-me sobretudo a ser alguém, a ser especial, ou a tentar sê-lo. Aprendi com eles que podemos  amar na distância, lembrar pequenos, mas importantes pormenores de tempos confusos, que os erros se cometem, mas que temos uma longa vida para tentar remediar tudo o que fazemos de mal. A perdoar quem nos magoou, a saber pedir desculpa a quem ofendemos, a amar quem em tempos odiámos. E hoje, hoje não sinto falta daqueles que estão comigo e que às vezes me ignoram (nem sei porque continuo a chamar amigo a tanta gente), hoje sinto falta daqueles que me mostraram o que era a vida, quando eu ainda via o mundo colorido despreocupadamente, quando apenas importava o presente, quando ainda não dava valor ao que tinha, nem às pessoas que estavam junto a mim. Sinto falta. E o que me dói mais é que por vezes preferia estar morta e com eles, a ter de conviver todos os dias com quem me fere a alma com um ignorar e desprezo constantes. . . . 

sexta-feira, 20 de abril de 2012

desilusões

 

Aqueles que pensamos que nunca nos vão magoar, são aqueles que realmente nos fazem pensar o 'porquê' de algum dia os termos chamado de 'amigos'. 



quarta-feira, 18 de abril de 2012

things changed

Costumamos dizer que todas as mudanças são para melhor, que a cada dia que passa as coisas têm tendência a ser aperfeiçoadas, que o impossível torna-se concretizável apenas com o desejo e pensamento forte. Mas as coisas na vida não são tão lineares quanto isso, de um momento belo pode passar-se rapidamente a um futuro triste e sem opções. Erros que nos custam lágrimas de dor. Pensamentos que nos fazem soluçar a cada palavra que ouço em músicas, que me lembram de tempos e memórias que não quero. Eu já esqueci o que sou, não me reconheço em todos os dias que passam, e pouco a pouco vou sendo uma estranha até para mim mesma. Não sei como agir, me pronunciar, abrir os olhos em cada dia e sorrir, quando o que me apetece é chorar e não voltar a acordar. O sentido que havia já não existe. Apagou-se da cabeça o que era.. O que fui, o que foste. Eu já nem a mim me pertenço. Sou uma alma sem apegos (nem a mim mesma). Desloquei-me da realidade e dou por mim a rir, mas nem rio do que dizem, rio de mim mesma, do ser estúpido e impensante que tem cabimento dentro do meu corpo. Afoguei todas as mágoas e desgostos, mas mesmo assim, alguma sensibilidade descabida ainda habita em mim. Dou pelas horas a passarem e apercebo-me que a vida não é nada, quando nem eu me endireito nela ou simplesmente deixo morrer tão doce e melancolicamente nos meus braços uma vida, como no outro dia aconteceu. Perco-me nos sonhos de infância, em todos os meus antigos ideais, e volto a ser a menina, a que chorava, a que sofria, a que era esquecida por muitos, a que engolia a tristeza aos olhos dos outros, mas que por dentro se dilacerava como se fosse grande. Maturidade interna, e fragilidade e criancice aparente. Engraçado como os pequenos são os que mais conseguem enganar, omitir o sofrimento. Horas sem dormir, numa mente tão pequenina, e contudo tão alerta para o quotidiano, as tragédias, os momentos de outros tempos. Tenho saudades. Não desses tempos, mas da criança que deveria ter sido, da infância que deixei escapar em anos de racionalidade excessiva e incondicional. De fragmentações da minha pessoa, a tentar ser alguém que nunca fui. Nunca o suficiente. Sempre esse o pensamento. Mas eu continuo sempre no quase. E hoje já não sou eu, mas também já não sou a menina. Sou uma realidade obliqua, um conjunto de estilhaços de personalidades e pensares que julgo, ou me foi incutido ser, pela minha própria racionalidade. O relógio dá as horas uma vez mais. Deixo-me levar pelo som urbano e às vezes convenço-me que não sou deste mundo. Faltam-me as energias no limbo do horizonte, dá-me sede só de ver um azul tão puro no céu, que não consigo alcançar. Doem-me os olhos de um arder constante de cada vez que vejo passar por diante sonhos, em pequenas bolhas de ilusão, consumidas por labaredas de credulidade inatingível. Espero. (Uma vez mais). O vento entra pelos bordos da janela, leva para longe as minhas palavras, assim como levou o meu ser emocional e cheio de fé num amanhã um pouco mais rosa, ou melhor, mais branco, porque é na brancura que se sente o resfolgar da vida. (Não fossem as pessoas puras de coração afinal as mais felizes no mundo.) Inundem-se os pulmões do respirar puro da minha tão imprópria natureza. Por hoje vou embora, não eu, mas aquela que escreveu... eu ando noutra realidade embrenhada em pensamento e conexões, que me fazem esquecer um pouco mais de hoje, do ontem, do que penso que fui e tive, ou que ainda vou ter. 

terça-feira, 13 de março de 2012

complexidades

  

"Quanto mais diferente de mim alguém é, mais real me parece, porque menos depende da minha subjectividade." 

Fonte - Livro do Desassossego, Fernando Pessoa

Esta frase é tão verdadeira, quanto o facto da Terra girar em torno do Sol. Ás vezes é na diferença que encontramos o natural, o objectivo, o claro. Eu ando sempre alheada em pensamentos confusos, suposições e idealismos, que não têm fruto algum. É necessário ser menos complexo, 'desracionalizar' um pouco as matérias, as ilações. Se se pudesse ver sem pensar seria o ideal, mas nesse caso então onde estaria a base do ser humano?  A antítese reside então no facto de muitos de nós se regerem pelo sentimento em detrimento da razão.  E eu gosto de ver essas pessoas tão diferentes, e ao mesmo tempo tão reais, sem nenhuma teia de complexidade enleada nelas próprias. Sem qualquer pensamento a estorvar o caminho. E ai sim, ai reside a verdadeira essência de saber (como) viver. . . 


P.S. Prometo que no próximo fim-de-semana dou um saltinho aos blogues que me acompanham, agora ando mesmo numa roda viva. Esta semana em termos de tempo está super complicada. Ufff! Até breve!! 




sexta-feira, 9 de março de 2012

life

Vá não se pode dizer que estou super feliz, mas estou mais animada.
Ontem tive um jantar e depois sai, foi uma noite longaaa! 
Diverti-me bastante. 
Termino o dia de hoje com um jantar em casa da minha melhor amiga mais antiga, que vai embora para o Canadá já na próxima semana, a qual não verei durante muito tempo. Conversas sobre tudo, risadas, fotos e choro. É ao que se vai resumir a noite. Life goes on. Nada se cria, nada se perde, tudo se transforma. E é assim a vida, uma constante mudança, num ritmo ora lento, ora crescente de acontecimentos que nos fazem estar mais despertos, mais risonhos, mais introspectivos, mais sonhadores, mais melancólicos. E eu ando assim a descobrir o que é viver, sendo que nunca terei resposta completa às minhas questões, nem solução para todas as insatisfações que advierem no futuro. Hoje faço-vos um apelo, não pensem de vez em quanto. Quanto mais soltos estivermos para a vida, mais conseguimos atingir e realizar.
Ontem de manhã consegui escrever uma folha (a primeira de muitas que hão-de vir). Já pareço a Anne Frank, embora não queira ter um fado tão triste quanto o dela. 


domingo, 4 de março de 2012

Selo Afrodite :)


Recebi este selo da Afrodite uma amiga muito querida e especial :)  



As regras são que contemos 5 factos que, de outra forma, quem por cá passa não saberia.

1. Já comi na casa de banho.
2.  Das duas vezes que vi 'Marley e Eu' chorei.
3.  Não gosto de berbigão, nem ovas, nem tripas, nem chanfana (cabra velha cozinhada)! 
4.  Apaixono-me com imensa facilidade e não gosto disso! Queria ser menos sensível, mas ao mesmo tempo menos racional! 
5.  Adoro ver filmes e raramente vou ao cinema! 

Atribuo este selo a:

Selo da D.


Este selinho super docinho foi me oferecido pela D. , muito obrigada minha querida :) 



Para ti a vida é: Momentos, acções, sentimentos. A vida para mim não é mais que um conjunto de objectivos e obstáculos que temos de ir atingindo e ultrapassando. 

Para ti amor é: um sentimento muito peculiar. Tanto te dá vontade de clamar aos céus a alegria que tens no peito, como lamuriares a tua dor quando não te sentes suficientemente corajoso(a). 

Para ti saudade é: Sentir aquele aperto bem forte cá dentro. É a dor interna menos inteligível que conheço. Magoa e no entanto não causa danos físicos. 

Uma ou mais palavras que sejam importantes na tua vida: Liberdade, Amor, Paz e Compreensão. 

O momento mais importante da tua vida: Todos são importantes, por mais insignificantes que alguns possam ser. 

quinta-feira, 1 de março de 2012

hello march, bye sad life

Isto aqui para os meus lados tem estado complicado.
Sim, eu não sou uma pessoa muito normal, caso contrário não estaria para aqui a escrever estas coisas.
Tenho-me sentido demasiado estranha e não me tem nada apetecido encher o blog com pensamentos tristes, sadios e desmoralizantes acerca da minha pessoa.
Portanto acho que:
ponto 1: ou consulto um psicólogo sem ninguém saber;
ponto 2: ou começo a escrever um diário com 21 anos de idade;
ponto 3: Tento meditar acerca da minha vida só de vez em quando (impossível);
ponto 4: faço reset da memória e vou viver Março e os restantes meses como se os problemas não existissem.


terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

(not) past things


Começas a deslizar a mão pelas minhas costas, enquanto os teus lábios acompanham os meus numa balada doce e repentina, o teu corpo afrouxa quando os meus dedos escorregam pelos teus ombros em direcção a cintura, e então a tua língua inunda a minha boca, procura nela um sentimento perdido, de paixão irreflectida. Num segundo, começas a descer e escondes beijos quentes e irreflectidos no meu pescoço, perdes as mãos no meu corpo e eu deixo-me ir. Faço o mesmo que tu, perco-me em ti. E assim tão fundidos um no outro, passam-se momentos em câmara lenta, ocorre tudo tão devagar na minha cabeça que tenho medo que o 'tanto' se esvaia um dia da minha memória. Então a melodia deixa de soar e a luz torna-se mais forte, deixo de te sentir, e já nem escuto a tua respiração e as tuas palavras breves e calorosas no lóbulo da minha orelha.
Puff desapareceste! 
Mais um sonho. 
Parte dele vi-o realizar-se, outra parte perde-se na ilusão da minha mente.
Quero-te e isso, isso é completamente inegável. 

domingo, 26 de fevereiro de 2012

not to forget

Quanto mais tentas esquecer alguém, mais memórias te assolam a cabeça...
Por isso eu não vou tentar fazê-lo.
Vou guardar-te assim, docemente, no meu coração ...

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

silly things


Ideias  irracionais da mãezinha
nos últimos dias sai-se com: 'As mulheres não têm testosterona'!!

 E ler uns livros de endocrinologia mummy não??


'A crise. Desperta o ladrão que há em si.' - alguém anda com sentido de humor aguçado.

Acho que as hormonas (ou a falta delas) na menopausa lhe estão a afectar a perfeita perfusão do cérebro, sendo que uma coisa não tem a haver com outra, mas enfim, uma analogia perfeitamente ilustradora de todo o sentido que pretendo realçar!

E amanhã já vou outra vez para a cidade onde estudo!! Nãoooooooooo. Sabe tão bem vir a casa, relaxar, ver uma boa série enroscada na caminha, falar no fabebook com amigos, acompanhar o oceano Atlântico na estrada e ver o sol descer aos poucos. Hmm cheira-me que vêm ai dias de estudos! Ai madrecitaaa!

Bom restinho de semana :)
Espero que o Carnaval tenha sido bom. Eu cá este ano não me mascarei!


(p.s. na quinta-feira logo que tenha um tempinho já dou um saltinho a todos os blogues que puder) 


segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

ódio reflexo STOP! choose to be happy

"Mum hates me. I understand. I hate me too."


Se uma pessoa se odeia a ela mesma, como pode depois querer que os outros a vejam de uma outra maneira, sem ser repulsa e afastamento? Existem pessoas que precisam de uma certa lavagem cerebral para verem as virtudes que existem em si, e tentarem melhorar os defeitos e assim contruirem-se a elas mesmas, com base na personalidade e naquilo que têm de melhor. Parem de se maltratar psicologicamente com ideias que não vos leva a sítio nenhum, com pensamentos permanentes acerca de uma realidade temporária, como é o suicídio. Não vou dizer que nunca pensei nisso, não o nego, mas é preciso ver mais do que o dia de hoje. É preciso conjecturar acerca do futuro, sonhar alto, sentir que sem nós o percurso existencial de muitas pessoas jamais seria o mesmo. Eu faço a diferença. Tu fazes a diferença. A vida é uma amálgama de situações, momentos e sentimentos dos quais todos fazemos parte. Perder uma pessoa, significa um pouco menos de diversidade. Um acto pode mudar muita coisa, muitos pensamentos, muitos destinos. Efeito borboleta. Bang! Esqueçam os problemas por um momento, abram a janela e respirem fundo, vejam o sol a descer no horizonte, abracem aqueles que vos amam e deitem para trás tudo o que vos faz sofrer, ou sentir inferiorizado. Eu já esqueci e sabem que mais? Hoje posso dizer que estou no caminho da felicidade. Nunca ninguém é 100% feliz, esse é um sentimento passageiro, mas podemos estar bem connosco mesmos e com aqueles que nos rodeiam, e isso sim, isso para mim é o que se aproxima mais de felicidade plena e natural. Ser amado e amar os outros. Então já sabem, desistir não é para mim, nem para ti, nem para eles. Não o deve ser para ninguém. Be happy! Feel free! Love yourself! 

domingo, 19 de fevereiro de 2012

coisas que me transcendem


Das coisas que me têm transcendido ultimamente:
- sentir falta de falar com alguém
- que cusquem sobre a minha vida
- insónias permanentes
- me sentir vazia, quando andava tão alegre
- pessoas a gritar deliberadamente aos meus ouvidos ou a dizerem coisas só porque sim à minha pessoa
- o tempo escassear quando tenho de estudar ou fazer alguma coisa
- andar enjoada e até levar a cabo nos últimos tempos uma boa alimentação
- terem pena de mim em vez de pensarem nas suas próprias vidas
- homens vestidos de mulher

dreamcatcher stamp




Este querido e doce selo foi-me oferecido pela Afrodite  e aqui partilho um pouco mais de mim convosco. Hope you enjoy it!

♥ Nome preferido: Ema, Luna, Arabelle, Ariel, Aileen
 Férias de sonho:  Kruger National Park (reserva em África do Sul)
♥ Maior paixão: Familia, amigos e animais (o meu bunny-bunny <3 em primeiro lugar) 
♥ Maior loucura que cometi: Nem vou contar, achar-me-iam insane! 
♥ Pior pesadelo que tive: Sonhar que a minha mãe me tinha morrido nos braços (era pequena mas o sonho continua tão presente. Lembro-me que na altura acordei inconsolável)
♥ Algo do qual me envergonho: quando vomito à frente dos outros, odeio! É a pior sensação possível, isso e dizer coisas de cabeça quente a pessoas queridas! A coisa da qual mais me envergonho não posso dizer aqui, é demasiado vergonhoso!!
♥ Algo que me faz rir até começar a chorar: How i met your mother e outras coisas do género!
♥ O que gostaria que acontecesse amanhã: acordar com imenso sol e um intenso céu azul, pegar no carro e fugir para um sítio qualquer sem me preocupar com 'o dia de amanhã'... necessidade de evasão do 'eu'! 


Dou-vos ainda a dica de visitarem e até quem sabe seguirem o blog da Marianita e da D. são de amigas minhas. E pronto, já estão divulgados :) 
Beijinhos e um resto de fim-de-semana feliz :) 

sábado, 18 de fevereiro de 2012

i just need . . . someone to hug me


Deixei passar o dia de São Valentim sem escrever nada, porque a data não é de todo do meu agrado. Tudo cheio de corações e abraços e casais agarradinhos. E eu preferi nem vir ao blog nesse nem nos restantes dias, para não ter que ver coisas relacionados com isso. Faz-me sentir muito à parte, dado o meu estado actual. 
Mas hoje, possaaa hoje já não podia aguentar sem vir aqui deixar algumas palavras. 
Hoje entendi que o amor faz sofrer, sim é verdade, mas que existem momentos tão perfeitos que encobrem todo o sofrimento, todas as lágrimas derramadas. Vinha um casal de namorados, não deviam ter mais de dezassete anos, à minha frente no autocarro e olhavam-se com uma tal ternura e afecto que não pude deixar de reparar. Passado algum tempo ela diz-lhe que está cansada e quer dormir um pouco. É então que ele a reposiciona no assento, lhe coloca os braços em torno do corpo com suavidade, e lhe encosta a cabeça ao peito. Tapa-a com o casaco e afaga-lhe os cabelos até que a respiração dela fica tranquila e sempre à mesma cadência. Sim, é disto que sinto falta. De alguém sentir necessidade de me proteger, de me acarinhar, abraçar e beijar como se não houvesse amanhã... 

sábado, 11 de fevereiro de 2012

obrigada


Obrigadaaaaa :) 
Porque quinta-feira foram os meus anos e me diverti até cair para o lado. Tenho amigos maravilhosos. Emoções ao rubro. Sinto-me afortunada e extremamente feliz por poder partilhar alegrias, tristezas, risadas, músicas, jantaradas e conversas tontas com amigos :) 
Venham os 21, com mais para ver e viver. As minhas barreiras pessoais serão ultrapassadas. Quero atingir o que definem como impossível, deitar para trás o que parecia inesquecível, sorrir em momentos de tristeza, chorar em momentos de riso, andar mais à chuva e agradecer por conseguir sentir o toque suave das gotas na minha pele. Vou correr até me arderem os pulmões e as pernas não aguentarem mais. Vou beijar sempre que possa, vou deixar que o sentimento do amor não me faça sofrer, mas antes sentir feliz por conseguir amar em tempos complicados. Vou dizer mais vezes gosto de ti, obrigada e estou aqui. Porque a vida são palavras, acções, pequenos gestos que se juntam para formar o passado, o presente e o futuro! 

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

2012




Qual a sua meta para 2012?
 Dar mais ajuda, amor e carinho, saber perdoar . Viver mais e com menos restrições. Este ano nem o céu será o meu limite! 

Quem você gostaria de ressuscitar se tivesse poder para isso?
Quem já partiu e me faz falta. 

O que mais lhe faz feliz?
Estar junto das pessoas que mais gosto e brincar com animais. 

Qual a sua foto favorita?
Tenho muitas, a maioria com imenso significado.

Um lugar que você adorou conhecer?
Magaluf (Palma de Maiorca)

Qual foi o presente que recebeu e que te deixou surpresa?
Um diário com uma fitinha de seda para apertar, juntamente com uma caneta e uma fotografia especial. (it made me cry) 

Seu prato favorito?
Tudo o que seja comida chinesa (massas) eu adoroooo. 

Você tem o costume de pensar o quê antes de dormir?
Coisas da vida. . . . . 

Teve algo que te entristeceu, desapontou ou te tirou do sério no ano que passou?
Sim, mas deixemos as tristezas de parte, para a frente é que é o caminho!

O que você gostaria de realizar em 2012 e que não conseguiu realizar o ano passado?
Conseguir partilhar o meu amor com alguém (que lamechas, eu sei!!).

Um motivo pela qual você deve ser agradecida?
Saúde, família e amigos. Que mais posso eu pedir? 

Ofereço este desafio a todos os que por aqui passam :) 

sábado, 4 de fevereiro de 2012

Acaso



       Andei eu hoje a remexer nalgumas coisas que tinha na garagem, quando para minha surpresa me aparece o livro de  Português do12º ano à vista. Ai que saudades eu já tinha de Pessoa!! Momentos nostálgicos quando relembrei as aulas que demos de Camões, Pessoa e Saramago. Na minha memória, ao reler algumas páginas, vieram frases, tópicos e características, que estavam pelos cantos da minha mente escondidas. Despoletou-se aquele fogo em mim de querer devorar poesia até me arderem os olhos. Coloco aqui um poema que na altura me despertou muito interesse de Álvaro de Campos (um dos heterónimos de Fernando Pessoa). É magnífico o modo como consegue engendrar de tal modo um pensamento que todos temos, relaticamente a 'acasos' diferentes, consoante as nossas vidas. Veja-se então o individuo no meio de uma realidade mudada, mas que no final, reflectindo um pouco, chega à conclusão que afinal o resto não mudou, a não ser ele mesmo

"No acaso da rua o acaso da rapariga loira.
Mas não, não é aquela.
A outra era noutra rua, noutra cidade, e eu era outro.
Perco-me subitamente da visão imediata,
Estou outra vez na outra cidade, na outra rua,
E a outra rapariga passa.
Que grande vantagem o recordar intransigentemente!
Agora tenho pena de nunca mais ter visto a outra rapariga,
E tenho pena de afinal nem sequer ter olhado para esta.
Que grande vantagem trazer a alma virada do avesso!
Ao menos escrevem-se versos.
Escrevem-se versos, passa-se por doido, e depois por gênio, se calhar,
Se calhar, ou até sem calhar,
Maravilha das celebridades!
Ia eu dizendo que ao menos escrevem-se versos…
Mas isto era a respeito de uma rapariga,
De uma rapariga loira,
Mas qual delas?
Havia uma que vi há muito tempo numa outra cidade,
Numa outra espécie de rua;
E houve esta que vi há muito tempo numa outra cidade
Numa outra espécie de rua;
Por que todas as recordações são a mesma recordação,
Tudo que foi é a mesma morte,
Ontem, hoje, quem sabe se até amanhã?
Um transeunte olha para mim com uma estranheza ocasional.
Estaria eu a fazer versos em gestos e caretas?
Pode ser… A rapariga loira?
É a mesma afinal…
Tudo é o mesmo afinal…
Só eu, de qualquer modo, não sou o mesmo, e isto é o mesmo também afinal."
Álvaro de Campos

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Repórter do Mundo



"João Silva é um português reconhecido como um dos melhores e mais experientes repórteres fotográficos de guerra do Mundo. Em Outubro de 2010 pisou uma mina no Afeganistão e perdeu as pernas. Passado um ano entrou na maratona de Nova Iorque numa cadeira de rodas e quer voltar a trabalhar para o New York Times."  RTP1 




      Não sei se viram, dia 31 de Janeiro, uma reportagem relativa a este repórter fotográfico na RTP1; eu que não gosto de ver notícias e muito menos assistir ao telejornal (mas não sou inculta e tenho conhecimento da realidade que ocorre à minha volta atenção!), fiquei agarrada ao ecrã da tv com esta reportagem "Seguir em frente", pode até mesmo dizer-se que me emocionei. Um homem com uma vontade imensa de viver, de lutar e experienciar todas as situações, até as mais adversas e precárias que possam existir por esse mundo fora. Nascido há 45 em Portugal, vive actualmente em Joanesburgo com a família, sendo um dos repórteres de guerra mais prestigiados a nível mundial. Tem sido um homem de força, coragem e determinação, um cidadão do mundo com o coração e o pensamento em Portugal. Vontade não lhe falta, embora a vida tenha mudado!  Resta apenas ultrapassar o entrave das suas limitações e partir uma vez mais à descoberta de novas imagens e sensações, em locais entregues ao fanatismo, à guerra e ao sofrimento, onde a busca pela paz e tranquilidade será sempre um marco que se pretende alcançar!